Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 2295/2000 que, se aprovado, irá reduzir e fixar a jornada de trabalho de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem em seis horas diárias e trinta horas semanais. Atualmente a jornada é de oito horas diárias e considerada “excessiva” pelo Cofen. Naturalmente que os profissionais em atividade terão a jornada reduzida sem redução de salário. O que isso significa na prática? Demissão e desemprego, ao contrário do que diz o secretário geral do Cofen, que se aprovado o projeto, aumentará o número de vagas na área.Na verdade, secretários de conselhos profissionais e de sindicatos são muito bons em deitar falação sobre o que não sabem e péssimos em economia empresarial e legislação trabalhista. Da pesada carga tributária trabalhista nada sabem, pois se soubessem não defenderiam assim mais esse projeto estapafúrdio. As empresas não deverão manter em seus quadros esses profissionais que terão a jornada reduzida sem diminuição salarial, mesmo porque, fere o pacto laboral assinado na ocasião da admissão.
Mas por que será que o Cofen considera a atual jornada de oito horas excessiva? O próprio secretário do Cofen responde com essa pérola: “A enfermagem é um trabalho no qual o profissional convive com o sofrimento, além de ser muito técnica (grifo meu), o que causa desgaste.” É pra rir ou pra chorar? Será que existem profissões muito ou pouco técnicas? Será que só a área de enfermagem convive com sofrimento? A dedução então que se segue de tão brilhante raciocínio, é que profissões muito técnicas e que convivem com o sofrimento carecem de jornada reduzida.
O que ocorre na verdade é o seguinte: O setor de enfermagem de um hospital é muito caótico e praticamente inadministrável. É preciso um chefe de enfermagem muito atuante para controlar o oba oba do setor. É muita conversa mole pelos corredores e de serviço mesmo é muito pouco. Esses profissionais têm tempo de sobra (sobretudo a equipe do turno da noite), até para brincarem no Facebook e pausas, muitas pausas para longos cafés e bate papo na cozinha. Que sofrimento, não? E é notório que o tratamento dispensado aos pacientes por esses profissionais não é lá dos melhores.
É bom lembrar que dados recentes do Coren-SP, a cada 2 dias um profissional de enfermagem é acusado de erro, sendo que entre 2005 e 2010 foram 980 queixas, 250 delas só ano passado; desses casos, 20 causaram morte ou dano definitivo. Vai dizer que é a “duríssima” jornada de oito horas de "muita técnica" convivendo com o sofrimento? Não, é a péssima formação e a falta de interesse do profissional em continuar estudando, muitos sem a mínima vocação para a área, sendo que, o que mais os atraem na profissão é a indumentária branca que lhes conferem um certo grau de "status". Enquanto isso, o Cofen quer a redução da jornada de trabalho! Tudo leva a crer que a área de enfermagem vai mal da saúde
Mas por que será que o Cofen considera a atual jornada de oito horas excessiva? O próprio secretário do Cofen responde com essa pérola: “A enfermagem é um trabalho no qual o profissional convive com o sofrimento, além de ser muito técnica (grifo meu), o que causa desgaste.” É pra rir ou pra chorar? Será que existem profissões muito ou pouco técnicas? Será que só a área de enfermagem convive com sofrimento? A dedução então que se segue de tão brilhante raciocínio, é que profissões muito técnicas e que convivem com o sofrimento carecem de jornada reduzida.
O que ocorre na verdade é o seguinte: O setor de enfermagem de um hospital é muito caótico e praticamente inadministrável. É preciso um chefe de enfermagem muito atuante para controlar o oba oba do setor. É muita conversa mole pelos corredores e de serviço mesmo é muito pouco. Esses profissionais têm tempo de sobra (sobretudo a equipe do turno da noite), até para brincarem no Facebook e pausas, muitas pausas para longos cafés e bate papo na cozinha. Que sofrimento, não? E é notório que o tratamento dispensado aos pacientes por esses profissionais não é lá dos melhores.
É bom lembrar que dados recentes do Coren-SP, a cada 2 dias um profissional de enfermagem é acusado de erro, sendo que entre 2005 e 2010 foram 980 queixas, 250 delas só ano passado; desses casos, 20 causaram morte ou dano definitivo. Vai dizer que é a “duríssima” jornada de oito horas de "muita técnica" convivendo com o sofrimento? Não, é a péssima formação e a falta de interesse do profissional em continuar estudando, muitos sem a mínima vocação para a área, sendo que, o que mais os atraem na profissão é a indumentária branca que lhes conferem um certo grau de "status". Enquanto isso, o Cofen quer a redução da jornada de trabalho! Tudo leva a crer que a área de enfermagem vai mal da saúde





