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segunda-feira, 16 de junho de 2025

A Economia a gente vê depois? As questões da Home-Office e do pequeno empreendedor




Quem não se lembra durante o longo período da pandemia dessa perversa frase “fica em casa e a economia a gente vê depois”, proferida por governadores tiranetes e por toda mídia tabajara? Estamos em 2025 e como o mercado de trabalho reagiu a esse “vê depois”? O que estamos vendo hoje? O que mudou nas relações de trabalho? Vejamos:

Durante a pandemia, os empregadores para não sofrerem falência tiveram que adotar diversas estratégias entre as quais, planos de demissão voluntária, férias antecipadas e, sobretudo colocar em prática a modalidade Home-Office. Infelizmente nem todos puderam se utilizar dessa modalidade o que causou uma total quebradeira que acabou atingindo principalmente os pequenos empreendedores tais como, bares, restaurantes, pequenos comércios da periferia, etc. A maioria destes que quebraram nunca mais retornou deixando uma triste lacuna talvez nunca mais recuperável.

Com a migração de funcionários, a maioria do setor administrativo para a modalidade Home-Office, as salas que eram alugadas para os escritórios em edifícios, shoppings e centros comerciais ficaram desocupadas fazendo com que o setor de empreendimentos imobiliários ficasse estagnado causando o encerramento de diversas empresas deste setor e obviamente como consequência a demissão de todos os trabalhadores.

Três anos depois do período pandêmico, podemos dizer que o trabalho pela modalidade Home-Office deu certo? Foi eficaz? O que podemos dizer na situação do momento é que tanto para empregadores bem como para empregados o trabalho remoto revelou na prática vantagens e desvantagens, questão que já abordei em outros artigos.

Na verdade, atualmente alguns empregadores decidiram moderar o trabalho remoto optando pelo retorno do trabalho presencial para alguns departamentos, por exemplo, o financeiro e Recursos Humanos. Ou então três dias da semana em casa e dois na empresa Isto se deve aos pacotes atrativos que as empresas do setor imobiliário estão oferecendo às empresas, tais como, redução do valor do aluguel, isenção de taxas de condomínio e até mesmo como bônus serviços de segurança privada por um período determinado.

Outrossim, podemos perceber que há timidamente um pequeno reaquecimento no mercado de pequenos empreendedores. Estes estão abrindo suas empresas pelas modalidades MEI ou Empresa Individual para atuarem nos setores de produtos artesanais, confeitaria, alimentação, serviços de pequenos transportes, etc.

No entanto, eis que uma nova virose paira no ar: a intervenção estatal alucinada na economia e nos demais setores da sociedade. Tal intervenção se multiplica em vírus intankáveis que atendem pelo nome de impressão de moeda, aumento de impostos, taxações e juros elevadíssimos com a taxa Selic em torno de 15%, além da burocracia infinita para se abrir um pequeno negócio. A economia a gente vê depois? Pois estamos vendo a economia agonizando na UTI, sendo que os únicos antídotos possíveis para reverter esse quadro clínico gravíssimo o governo não está disposto a fabricar: corte de gastos públicos e deixar fluir o livre mercado, sem intervenções brutais e sem burocracias letais.





segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Relações de Trabalho no Brasil de 2024 a 1943



Esse é o número mágico: 13.467/2017! Um número fabuloso que nunca, jamais esquecerei e acredito, meus parceiros de profissão também não. Sim, é o número da lei da Reforma Trabalhista sancionada por um mestre de nosso vernáculo, o elegante e gentleman ex-presidente Michel Temer. O ano de 2017 me trás a saudade do avanço das relações de trabalho no Brasil impulsionadas pela Reforma Trabalhista. Após anos de CLT (Chicote no Lombo dos Trabalhadores), a reforma trouxe o melhor antídoto de alívio das marcas ardidas e dolorosas perpetradas pela CLT, seja para empregados, seja para empregadores. E como estamos hoje?

Sete anos se passaram, a reforma trabalhista , apesar de alguns equívocos já apontados por este que vos escreve, produziu os seus efeitos positivos no âmbito trabalhista, muito mais do que negativos. Foi um pequeno avanço, tímido, mas que trouxe novos ares dando um fôlego excepcional no mercado de trabalho. Gerou milhões de empregos, possibilitou novas modalidades de contrato de trabalho, liberou a terceirização, colocou os sindicatos e rábulas nos seus devidos lugares, extinguiu a sinistra contribuição sindical e muito mais.

Foi um pequeno avanço que de dois anos para cá vem retrocedendo de maneira assustadora. Só para citar alguns fatos, tivemos o retorno da contribuição assistencial obrigatória; uma PEC protocolada no senado por um influencer do tik tok que nunca trabalhou ou produziu pedindo o fim da jornada 6X1 (ainda que essa jornada 6X1 não esteja prevista em nenhum diploma legal); a perseguição à plataforma Uber e como sempre tem uma cereja amarga do bolo, o TRT 2 que condenou a IFood a reconhecer o vínculo empregatício de todos os seus parceiros e ainda a pagar uma indenização de 10 milhões. Ainda que os parceiros da IFood nunca pediram vínculo empregatício. Obviamente que a IFood vai recorrer.

A insegurança jurídica no setor trabalhista é uma nuvem escura, cumulonimbus que pairam sobre empregados e empregadores prontas para desabarem em raios, trovões, granizo e borrascas contínuas e infinitas. Em razão disso, centenas de empresas encerram suas atividades por ano, milhões de postos de trabalho são extintos incluindo os informais.

Isto posto, as relações de trabalho no Brasil aos invés de entrarem em 2025, retroagem  ao ano de 1943 quando uma claque de "iluminados" elaborou um manual de tortura trabalhista que castiga empregados e empregadores sem dó nem piedade sob a tutela estatal. Num malabarismo retórico castigos e severas punições foram relativizadas e apresentadas aos incautos como direitos trabalhistas irrenunciáveis. Assim sendo, as relações de trabalho no Brasil caminham a passos de caranguejo, ou seja, um passo para frente e 81 anos para trás.


Livro: Como Escrever Boas Notas (Sönke Ahrens) - Apresentando o Método Zettelkasten

“Nada nos motiva mais do que a experiência de nos tornarmos melhores naquilo que  fazemos.” (Sönke Ahrens) Diga adeus à página em branco, se...