Ter paixão pelo o que faz é o segredo do sucesso, a imagem do gênio Dave Brubeck fala por si.
Para o leitor que já conhece a minha opinião a respeito dessa geringonça chamada CLT (Chicote no Lombo dos Trabalhadores), a resposta para o título deste artigo parece mais do que óbvia porque a existência desse diploma é o que temos de mais abominável no âmbito das relações trabalhistas e que, portanto, a resposta seria nenhum artigo. Mas por incrível que pareça, existe sim um artigo maravilhoso e facilitador acrescentado naturalmente pela reforma trabalhista, Lei nº 13467/17. Trata-se do artigo 855-B e que embora seja pouco utilizado, afasta empregado e empregador das garras do leviatã. Vejamos:
O artigo 855-B está inserido no Capítulo III-A, da CLT, “Do Processo de Jurisdição Voluntária Para Homologação de Acordo Extrajudicial” e tem a seguinte redação:
“O processo de homologação de acordo extrajudicial terá início por petição conjunta, sendo obrigatória a representação das partes por advogado”.
Aí está então, o funcionário demitido que julgar que suas verbas rescisórias não estão de acordo ele poderá se utilizar do artigo 855-B e buscar o acordo extrajudicial ao invés de mover uma ação trabalhista e isso é perfeitamente legal uma vez que está previsto na própria CLT.
Vantagens do acordo extrajudicial:
- É muito mais rápido do que uma ação trabalhista e tem reconhecimento jurídico.
- Após apresentação do pedido, o juiz agenda a audiência em 15 dias.
- Segurança jurídica total para o trabalhador, pois no pedido de acordo constará cláusula de penalidades caso a outra parte não cumpra o que foi homologado pelo juiz.
- Trata-se de uma alternativa absolutamente amigável e simpática, ao contrário de uma ação trabalhista que por mais que seja conciliatória sempre vai gerar estresse, desconforto e mágoas para ambas as partes, sobretudo para a parte sucumbente.
- Numa ação trabalhista, caso o reclamante perca a ação ele terá que arcar com os honorários de sucumbência em favor do advogado da empresa que ganhou a causa. Já no acordo extrajudicial isso não ocorre simplesmente porque não existe parte perdedora ou vencedora.
- No acordo extrajudicial não existem perdedores, empregado e empregador ambos saem satisfeitos. A empresa levará em conta a atitude sensata do trabalhador e as portas sempre estarão abertas para ele. Uma carta de referência ou de indicação fica muito mais fácil nesse caso.
Como funciona?
A petição é elaborada pelos advogados de ambas as partes. Provas documentais deverão ser anexadas tais como, termo de rescisão contratual, contrato de trabalho, ficha de registro e o que mais se fizer necessário. Deve haver um equilíbrio no valor proposto, ou seja, nem a empresa deverá oferecer uma quantia irrisória e nem o ex-empregado pedir um valor exorbitante, o acordo é sempre pautado no bom senso das partes. Após a homologação, o processo é arquivado, lembrando que o trabalhador não poderá mais processar a empresa pelas mesmas questões trabalhistas.
É sempre bom lembrar que ao optar por uma ação trabalhista comum, o trabalhador escolheu o estado como mediador o que não é uma boa escolha nunca e um péssimo negócio sempre. Isto porque o trabalhador sempre será a parte mais fraca quando estão envolvidos estado, empregador e empregado. Ainda que ele tenha sucesso na ação trabalhista, na verdade ele perdeu, embora tenha a ilusão que saiu ganhando. O artigo 855-B está aí para corrigir isso, portanto, use e abuse.
Muitos filhos às vezes costumam seguir a mesma profissão de um dos pais, principalmente quando o pai ou a mãe são muito bem sucedidos em suas profissões, razão pela qual são muito admirados pelos filhos. Ocorre que a decisão de seguir a mesma carreira dos pais na maioria dos casos a tendência é não repetir o mesmo patamar de sucesso daqueles, ainda que os filhos se revelem bons profissionais. Vejamos:
Seguir a mesma profissão dos pais ocorre sobretudo no meio artístico, quer seja na música e na teledramaturgia que envolve o teatro, a televisão e o cinema. Costuma também ocorrer nas mais diversas modalidades de esporte. No ambiente corporativo é mais raro de ocorrer, porém ela se faz regularmente presente entre os profissionais liberais e muitas vezes nos negócios familiares.
No meio artístico não é preciso ir muito longe para vermos o desfile de fiascos fenomenais quando vemos filhos de grandes estrelas seguirem o mesmo caminho. Quantas cantoras não seguiram a carreira das mães e ainda que sejam bem aceitas pelo público e façam um bom trabalho, passam anos luz de distância do carisma imbatível de suas mães. Na teledramaturgia é pior ainda, filhas de grandes atrizes premiadíssimas se revelam verdadeiros fiascos em suas performances. Nem é preciso citar nomes, quem as assiste, seja na música, cinema, teatro ou novela sabe quem são e não são poucas ao redor do mundo.
Nos esportes não é diferente. Vamos ficar apenas na Formula1. Quantos filhos, irmãos e sobrinhos de grandes pilotos, quase todos campeões do mundo, não se revelaram com performances vexatórias ao seguirem a mesma profissão de seus pais, irmãos ou tios? Como toda regra tem a sua exceção, na Formula Indy (lá é só pé de chumbo e piloto doido de pedra) até encontramos filhos de pilotos campeões que foram tão bem sucedidos quanto os seus pais e até fizeram melhor ganhando mais campeonatos. Atualmente na Formula1 também encontramos uma rara exceção que é o piloto holandês, o campeão mais jovem da categoria, Max Verstappen, filho de Jos Verstappen que quando corria até era muito arrojado, mas provocava muitos acidentes destruindo vários carros.
No ambiente corporativo, seguir a carreira dos pais não é algo recorrente, porém nas profissões liberais é bem mais comum, principalmente nos seguintes setores: medicina, odontologia, veterinária e bastante presente na advocacia. E nesses casos alguns até se saem muito bem embora nunca atinjam a envergadura de seus pais cujos carismas os tornam diferenciados em relação aos seus concorrentes na profissão.
Uma questão aqui deve ser colocada: Os pais tão brilhantes em suas profissões também seguiram a profissão de seus pais, avós de seus filhos? E a resposta para essa pergunta é não, não seguiram em praticamente cem por cento dos casos. E isso pode explicar a razão dos motivos que os filhos que seguirem a mesma profissão de seus pais provavelmente nunca se igualarão a eles. As palavras chaves que cabem nessa questão são, carisma, vocação e talento.
O talento pode ser uma característica transmitida geneticamente; a vocação é um atributo que até poderá coincidir com as vocações paternas ou maternas, contudo, o carisma é algo único e intransferível, cada ser humano possui o seu e é justamente esse atributo que fará com que a pessoa profissionalmente faça a diferença em relação aos seus concorrentes. Trata-se de uma luz própria que a pessoa toma conhecimento e procura mantê-la sempre acesa e brilhando.
Portanto, filhos podem sim ter o mesmo talento e a mesma vocação de seus pais, porém o mesmo carisma, nunca, jamais. Mas isso não deve ser motivo de frustração porque o filho deverá descobrir o seu próprio carisma, em algum momento a luz vai se acender e ele vai brilhar profissionalmente tanto quanto o seu pai ou sua mãe, porém em outra profissão na qual ele poderá também brilhar tanto quanto eles, só vai depender de seu próprio carisma, sendo uma brilhante luz e não uma sombra.
Nem todo mundo tem a oportunidade de passar por um estágio antes de entrar definitivamente para o mercado de trabalho. A maioria, aliás, por necessidade financeira e ainda muito jovem já procura por um trabalho, seja para o seu próprio sustento ou ainda para ajudar nas despesas domésticas. A expectativa de como será esse primeiro emprego sempre gera uma tensão, um arrepio na espinha porque a pessoa não levará nada de experiência profissional, apenas a curta experiência de vida que ela dispõe até o momento e que não é nada. O que então a espera?
Normalmente, essas pessoas estão em fase de conclusão do ensino médio, algumas ainda reforçam com idiomas ou algum curso extra pela modalidade EAD na área administrativa ou informática, o que não quer dizer muita coisa, mas que poderá ajudar no processo de seleção. As opções disponíveis que o mercado oferece para iniciantes de ambos os sexos são poucas: Office-Boy (eu comecei assim) ou Motoboy, atendente de balcão, auxiliar de escritório (um faz de tudo, desde serviços burocráticos de escritório, fazer café, passar pano no chão e até abrir o portão para o patrão em dias de chuva) e o famigerado atendente de call center. É obvio que em qualquer uma dessas opções exige-se um treinamento mínimo fornecido pela empresa.
Vai chegar então o primeiro dia. É tudo novidade, fica-se na dúvida se o pessoal da empresa é legal e normalmente nunca é. Todo mundo vai zoar com o novato, isso é fato e a sensação de desconforto já começa aí. O novato se esforça em ser simpático com todos, ele procura sempre estar sorrindo para quem lhe dirige a palavra, porque eu fazia isso e descobri tempos depois que me achavam um idiota rindo o tempo todo. Mas se você bancar o sério vai ser pior ainda, vai passar por tosco ou ogro, portanto, não tem escapatória, o novato sempre será a bola da vez.
O novato sempre tem a impressão de que ninguém na empresa foi com a cara dele. Tempos depois ele acaba descobrindo que ninguém foi mesmo e que a sua reputação era de um mala sem alça. O medo de fazer algo errado ou de quebrar algum equipamento é latente, mas ele sempre acaba errando muito e deletando sem querer arquivos importantes do Excel. Ao chegar em casa seus pais sempre vão perguntar se foi tudo bem, então ele demora um pouco para responder e diz apenas "é..." e com muitas reticências. Dentro dele a vontade é de nunca mais voltar ali, mas ele sabe que precisa, portanto ele tem o desafio de não desapontar seus pais nem a si próprio.
Os dias vão passando e o novato vai se sentindo um pouco mais à vontade. Mas só um pouco, porque a turma não facilita nada para que ele se sinta à vontade. Nem tudo está perdido, sempre tem um funcionário (apenas um e olhe lá!) que até foi com a cara do novato e conversa mais com ele, procura integrá-lo mais às rotinas do ambiente. Por outro lado tem sempre aquele que nunca lhe dá bom dia e nem lhe olha na cara.
Um mês parece que levará um ano para passar até que chega o tão esperado dia do primeiro salário. As coisas já melhoraram um pouco (mas muito pouco!) e já existe uma tolerância de ambas as partes. Um mês já é uma grande vitória e o novato pode comemorar, afinal existem muitas pessoas que no primeiro emprego não passam nem do primeiro dia e às vezes trabalham meio período até a hora do almoço e nunca mais retornam.
Isto posto, já que a coisa às vezes costuma ser pior do que eu expus, deixo aqui algumas orientações básicas que podem contribuir para que a vida do novato no primeiro emprego não se torne um desastre porque uma coisa é líquida e certa, vai rolar um bullying gostoso.
Pontualidade
Chegar sempre no horário, nunca perder a hora, seja na entrada pela manhã bem como no retorno do almoço. Não faltar de maneira alguma, pelo menos no primeiro mês. Ser rigorosamente pontual e apostar na pontualidade britânica.
Cordialidade
Sempre ser cordial com o pessoal, todos eles, ainda que não haja recíproca, aguentar firme. Não exagerar nas risadas, evitar contar piadas e fazer brincadeiras sejam elas de bom ou mau gosto. Não ser apático, muito menos antipático, ser sempre educado, cortês, numa palavra, ser empático.
Vícios de linguagem/gírias
Pelo amor de Deus, evitar linguagem coloquial, as gírias e expressões utilizadas nas redes sociais, do tipo “bora crinjar," “partiu”, "tá osso", "koé", "bolado", "yalá", o famigerado “tá ligado?", entre outras. É de bom senso que se aprimore e domine o idioma português, na fala e na escrita.
Vestuário
Nada de exageros, vestir-se discretamente. Para os homens, evitar tênis luminoso, corrente ostentação, camiseta regata, bermuda e chinelão de mano nem pensar. Para as mulheres, evitar roupas justas e curtas e maquiagem exagerada. Para ambos os sexos o calçado adequado é o mocassim que passa elegância, é confortável e muito mais barato (camelôs tem ótimas opções e bons preços) do que tênis luminoso. Evitar excesso de perfume, principalmente se for perfume nacional que ninguém merece. Piercings e tatuagens vai depender da atividade da empresa, tem que pesquisar antes se os funcionários da empresa usam.
Expressão corporal
Costas eretas, ombros para trás (Leia Jordan Peterson), sempre olhe nos olhos do interlocutor, gesticulação moderada, module o volume da voz para que não seja muito alta ou inaudível. Recomendo fortemente a leitura do Livro "O Corpo Fala", de Pierre Weil antes de procurar o primeiro emprego.
Organização
Demonstre que você é organizado, esse detalhe costuma subir bastante o conceito do novato rapidamente. Carregar sempre consigo um caderno de anotações, anotar tudo que achar necessário. Manter constantemente a baia ou mesa (caso tenha uma delas) sempre limpa e organizada.
Aprenda, aprenda e aprenda!
Se o novato aguentar um mês ou então não ser demitido antes, é um bom sinal. É hora de observar como funcionam os departamentos e sempre haverá um que corresponde à vocação do novato. Poderá ser Vendas, Marketing, RH, Contabilidade, Financeiro, Logística, Relações Públicas/ Comunicação, enfim, haverá tempo para descobrir qual desses departamentos a rotina de trabalho mais lhe atraiu. O novato deve ter em mente que as rotinas que ele está vivendo ali não serão passadas em qualquer curso que seja, ele terá a experiência real e única do que está vivendo. Anotar sempre no caderno de anotações o que achar que lhe é útil.
Portanto, a experiência do primeiro emprego é praticamente um rito de iniciação um tanto doloroso. Com exceção daqueles que entram para o mercado de trabalho apenas quando formados e com mais maturidade, os mais jovens e sem qualquer experiência não devem esperar boas vindas, tapete vermelho nem confetes. Tenha em mente que o primeiro emprego para todos é uma experiência única que jamais será esquecida para o bem ou para o mal porque ela será sempre punk ou pior, poderá ser muito thrash!.
Eis aqui um livro que com certeza é um dos mais completos sobre o tema “agrotóxicos” (explicarei as aspas mais adiante) já publicados no Brasil. O autor, o jornalista Nicholas Vital com muita coragem construiu uma obra prima única e autêntica, isenta de qualquer viés ideológico e tal como um brutal trator, passa por cima, esmaga e estraçalha todos os mitos criados e bobagens ditas sobre o assunto, sobretudo por celebridades midiáticas. Sem mais delongas, vamos ao resumo:
- Não é “agrotóxico”, o nome correto é defensivos agrícolas
Pouquíssimas pessoas sabem, mas o termo agrotóxico só existe no Brasil! Sim, essa aberração de termo foi criada pela Lei nº 7.802/1989 e sancionada pelo governo de José Sarney por pressão do lobby dos ambientopatas. A lei define que, herbicidas, acaricidas, inseticidas, fungicidas etc. usados na agricultura e agropecuária deverão ser denominados com o termo agrotóxicos. No restante do planeta os termos usados para esses produtos são: defensivos agrícolas, produtos fitossanitários ou mesmo agroquímicos. Por essas e outras marimbondadas (alguém aí se lembra do Marimbondo de Fogo?) é que o Brasil sempre foi a chacota da vez no exterior.
- Rigor na aprovação do uso de defensivos agrícolas
No Brasil, a legislação para aprovar o uso de defensivos agrícolas é uma das mais rigorosas do mundo. Para que um produto seja aprovado ele necessariamente passa por três órgãos: Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura. O primeiro analisa a toxidade do produto para o uso do ser humano, o segundo analisa o impacto do produto no meio ambiente e o terceiro providencia o registro e a liberação para o seu uso.
- Brasil é recordista no uso de defensivos agrícolas
Sim, é verdade e isso é muito bom por dois motivos: o primeiro é que o Brasil abastece com alimentos saudáveis praticamente 20% da população do planeta; segundo, o Brasil é o único país do mundo que devido ao clima tropical favorável ao plantio é possível plantar nas quatro estações do ano, pois por aqui não temos nevadas brutais nem camadas de gelo que blindam o solo nas estações de inverno como em outros países. Matematicamente é óbvio que plantando nas quatro estações do ano a utilização de agroquímicos é vultuosa. Além disso, existe a exigência dos importadores de alimentos para que os produtos estejam impecáveis e livres das pragas agrícolas.
- Agroquímicos estão dentro do Limite Máximo de Resíduos (LMR)
Todos os agroquímicos aprovados estão rigorosamente dentro do índice LMR, que representa o limite máximo de resíduos químicos suportados pelo corpo humano. Não há registro de mortes relacionado ao consumo de alimentos tratados com agroquímicos, sendo que o nível de toxidade de tais produtos é infinitamente mais baixa em relação ao século passado. As áreas de plantio ocupam três vezes menos espaço em relação ao ano de 1980. Houve aumento da expectativa de vida. Nós ingerimos o tempo todo substâncias químicas suportáveis para o corpo humano, tais como, zinco, mercúrio, alumínio, chumbo, etc., eles estão presentes até mesmo na água que bebemos.
- Produtos orgânicos, a coqueluche das celebridades midiáticas
A moda e a divulgação dos produtos orgânicos, produzidos de maneira rudimentar e primitiva não teve nada a ver com questões de saúde. Teve início na Franca no início da década de 70 tendo como suas principais divulgadoras a atriz e celebridade (sempre elas) Catherine Deneuve e a primeira dama francesa, Claude Pompidou. A intenção era dar uma áurea de excentricidade e luxo restritas às classes de alto poder aquisitivo. A moda chegou até os Estados Unidos, foi abraçada ingenuamente pela comunidade hiponga (como não?) e hoje está aí sendo divulgada por pessoas de alto poder aquisitivo e midiáticas que nada entendem de agricultura ou agropecuária. Entre elas, encontramos Bela Gil, Paola Carosella e Marcos Palmeira.
- Produção de orgânico é de apenas 1% do total e 270% mais caro do que o convencional
A produção de orgânicos representa apenas 1% do total de alimentos produzidos no Brasil, tendo os seus custos operacionais absurdamente elevados fazendo com eles cheguem ao mercado custando 270% mais caro do que o alimento produzido de maneira convencional. O total de orgânicos produzidos no país abasteceria a cidade de São Paulo por apenas 5 dias. Além disso, não existe diferença nutricional ou de sabor em relação aos produtos convencionais, fato comprovado cientificamente.
- Você sabe o que é guano? É um composto com fezes de morcego!
O guano é um fertilizante usado exclusivamente na produção de orgânicos, feito a base de fezes de aves marinhas, morcegos e focas. É!! Também são usados enxofre, sulfato de cobre, permetrina, carvão em pó, pó de fumo e óleo de neem* que é fatal se consumido em doses altas. Isso as celebridades midiáticas não falam. Não falam porque não sabem disso e se sabem por que não falam?
- Contaminação de orgânicos pelo uso intensivo de esterco animal
A OMS apontou causas de intoxicação alimentar atribuídas às bactérias identificadas nos alimentos orgânicos, entre as quais, salmonela, E. Coli, norovírus e fumonisina. Esta última trata-se de uma toxina que inibe a absorção de ácido fólico podendo causar malformação de fetos, problemas cardiovasculares e edema pulmonar.
- Produtores de orgânicos jogando a toalha
Em razão dos custos elevadíssimos operacionais na produção de orgânicos que exige mais espaço para o plantio, os pequenos produtores já estão jogando a toalha porque estão ficando no prejuízo. Muitos estão retornando à produção convencional. E com isso abriu-se uma lacuna para as grandes corporações investir nesse nicho. O problema é que na produção de orgânicos dessas corporações já foram encontrados pela fiscalização agroquímicos que são usados nos produtos convencionais o que torna os orgânicos não tão orgânicos assim. E agora?
- As celebridades pseudocientíficas
Como a maioria dos brasileiros acredita em tudo que assiste na televisão, sobretudo quando celebridades midiáticas deitam falação sobre o que não sabem, citemos um trecho do livro: “o Brasil pode ser considerado um paraíso para propagadores de mentiras científicas. Some-se a isso o desconhecimento do assunto até mesmo entre estudantes universitários e pessoas com boa formação. O resultado não poderia ser diferente: seja qual for a bobagem sensacionalista publicada nos jornais ou compartilhada na internet, ela certamente não será questionada pela maioria dos brasileiros”.
- Conclusão
Celebridades midiáticas criaram um problema artificial para demonizar os defensivos agrícolas, santos remédios para pragas diversas da lavoura, para vender uma solução restrita a nichos de excêntricos e que não é nada barata, pois os orgânicos sempre serão consumidos pelos soças riquinhos e inteligentinhos do Leblon e os descolados da Vila Madalena, provando com A+B que a pior praga mesmo que existe atende pelo nome de ideologia. Ou seria toxideologia? E hoje ela tem cor: é verde por fora, vermelha por dentro e recheada de amebas.
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*Óleo de Neem: inseticida natural obtido a partir da prensagem a frio de sementes da espécie Azadiretcha Indica, originária da Índia, e que possui mais de 150 compostos bioativos, um produto eficientíssimo no combate de insetos. Seu uso pode ser fatal para o ser humano.
Certos candidatos presidenciáveis já declararam suas (más) intenções se, caso eleitos, vão anular a reforma trabalhista sancionada no governo de Michel Temer. Sem que empregados e empregadores fossem consultados se realmente existem interesses e benefícios para ambos na anulação da reforma, esses presidenciáveis já mostraram suas garras de tiranetes caipiras de terceiro mundo revelando matreiramente o horizonte sombrio que virá pela frente no setor trabalhista.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Guilherme Boulos (PSOL) e Ciro Gomes (PDT) foram os candidatos à presidência da república que já sinalizaram a intenção da anulação da reforma trabalhista. Bem, nenhuma surpresa a julgar a origem dessa intenção. E qual o argumento ou uma base sólida sustentável para essa (má) intenção? Os três alegam que, como a reforma trabalhista foi sancionada na intenção de aumentar a geração de empregos e na prática isso não se concretizou, então anulemos a reforma, simples assim. Risos?
Ora, a geração de empregos e aumento dos postos de trabalho vão muito além de uma reforma trabalhista. Começa pelo engessamento dos direitos trabalhistas constitucionalizados numa constituição chulé feita para atender a grupos corporativistas e sindicalistas; uma brutal (e única no mundo) carga tributária sobre a folha de pagamento; barreiras intransponíveis para empreendedores individuais e claro, não poderia faltar a cereja do bolo, um diploma de origem fascista e ultrapassado que atende pelo nome de CLT (Chicote no Lombo dos Trabalhadores). É Getúlio na veia sem dó nem piedade.
A reforma trabalhista apenas veio dar uma aliviada na já engessada legislação que facilitou sim a vida de empregados e empregadores como, por exemplo, o contrato intermitente e acabou com a patifaria da obrigatoriedade do famigerado imposto sindical. Portanto, anular a reforma somente porque a criação de postos de trabalho ficou aquém do planejado é de uma mendacidade atroz, mesmo porque o objetivo da reforma não era somente criar mais empregos, mas também ajustar a legislação trabalhista de acordo com a realidade atual.
Mas, seria possível anular a Lei 13.467/17? Sabemos que no Brasil o que pode não pode e que o não pode, pode; sabemos também que por aqui as leis se anulam umas as outras. Como a reforma se trata de uma lei ordinária, a sua anulação seria possível. No entanto, é óbvio que um presidente não pode fazer isso numa só canetada através de decreto ou de medida provisória. É preciso apreciação do congresso nacional, ou seja, câmara e senado. E se isso ocorrer, acredito que será praticamente impossível anular a reforma trabalhista na sua totalidade, talvez alguns pontos possam ser retirados ou reformados.
Caso seja por via plebiscito ou referendo, estas não são atribuições do presidente da república, apenas o congresso tem a prerrogativa de convocar a população para esse tipo de consulta. Mesmo assim, é preciso que pelo menos um terço de parlamentares de cada casa esteja de acordo com a proposição.
Declarações irresponsáveis como essa desses três candidatos já causam um desconforto geral e insegurança jurídica no âmbito das relações do trabalho e com certeza já estimula a fuga de possíveis e futuros empreendedores. Em tempos de eleição, o setor trabalhista sempre foi a menina dos olhos dos políticos, pois rende votos dos incautos e desinformados.
A reforma trabalhista foi perfeita? Claro que não, eu mesmo tenho restrições a respeito de alguns pontos muito equivocados da reforma, entretanto propor a sua anulação só demonstra que a legislação trabalhista é um jogo de tabuleiro para políticos brincarem de tiranetes. Hoje a lei vale, amanhã poderá não valer mais, alteram as regras, trapaceiam quando estão perdendo. Com certeza não é a lei da reforma trabalhista que a população quer anular, e se é para anular, comecemos então pela raiz, pois o povo quer e exige a anulação imediata do Decreto-lei nº 5.452 de 1º de Maio de 1943.
“Faça o melhor com o que estiver em seu poder, e apenas aceite o que vier a acontecer. Algumas coisas estão ao nosso alcance e outras coisas não estão”. (Epiteto)
Puxa vida, mas por que é que isso foi acontecer? Aonde eu errei? Ou, por essa eu não esperava. Ou ainda, tinha que acontecer justamente comigo? São frases que muitas pessoas já se fizeram a si próprias, foram pegas de surpresa diante de uma situação que com certeza não esperavam, sobretudo no ambiente de trabalho. Naturalmente que ao chegar ao trabalho ninguém espera que algo ruim possa acontecer, ou seja, uma discussão? um erro grotesco? um projeto que deu errado? Pois eu digo que tudo isso pode acontecer sim e às vezes tudo ao mesmo tempo. Quem já não passou por isso?
É aquele chefe que ao chegar você dá um caloroso bom dia e ele não responde ou aquela colega que por não estar em bom dia lhe trata com rispidez, um cliente insatisfeito que no calor do momento lhe fala uns desaforos no telefone, lhe chama de incompetente e bate o telefone na sua cara, a folha de pagamento que não fecha de jeito nenhum, a reconciliação bancária que não bate, o balancete que não fecha, o supervisor que manda você refazer o relatório que você fez naquele capricho e até mesmo uma advertência injusta.
Sim, devemos estar preparados para tudo isso e mais um pouco porque temos a capacidade de superar qualquer situação. As lições dos filósofos estóicos são remédios indicados nessas situações. Ocorre que a tendência no geral é darmos uma importância muito grande sobre essas situações indesejáveis ou alimentarmos uma expectativa muito alto em relação aos feedbacks no ambiente de trabalho, eu até já escrevi alguns artigos sobre essas questões.
A solução para isso pode ser simples, a escolha da maneira de encarar e agir será sempre escolha nossa. Apesar de simples pode não ser fácil para algumas pessoas, sobretudo aquelas que sobrepõem as emoções à razão. Com muito estudo, treino, empenho e a prática podemos tirar de letra qualquer dessas situações citadas. Vamos lá:
- Pense sempre que tudo pode dar errado
- Nunca aumente suas expectativas de reconhecimento
- Concentre-se no que é possível controlar e aceite o que não pode ou não esteja a seu alcance.
- A razão sempre deve se sobrepor à emoção.
"Se recebi uma injúria, é necessário que ela tenha sido feita; se foi feita, não é necessário que eu a tenha recebido" (Sêneca)
Quando entrei para o mercado de trabalho eu tinha 15 anos, comecei como office-boy e foi um começo muito punk, nada agradável, escreverei sobre isso em breve. Logo em seguida quando iniciei em RH, caiu-me nas mãos um livro que muito me ajudou a enfrentar as mazelas do ambiente de trabalho. Trata-se do livro “Sobre Heróis e Tumbas”, do escritor argentino Ernesto Sábato. Esse livro foi considerado o melhor romance argentino do século XX. Grosso modo é a história da decadência de uma família aristocrática e o relato da morte do general Juan Lavelle. Há um personagem na trama chamado Fernando e que passa por terríveis situações, mas sempre permanece inabalável tirando de letra todas elas. Então, uma personagem pergunta a Fernando qual o segredo de ele sempre se dar bem e sair ileso dessas situações. Ele responde: “É que eu sempre espero o pior!” Essa frase me marcou. Claro, Fernando é o personagem estóico da trama. Experimentei na prática e sempre deu certo.
Mas é isso! É claro que ao chegarmos ao trabalho não vamos torcer para que tudo dê errado, uma boa dose de otimismo nunca é demais, no entanto, devemos sim estar preparados para o que der e vier para não sermos pegos de surpresa, até mesmo por uma inesperada carta de demissão, por que não?
Portanto, é sempre bom às vezes lembrar as prudentes e sábias palavras de Marco Aurélio em suas Meditações: "hoje eu encontrarei pessoas intrometidas, ingratas, arrogantes, desonestas, invejosas e grosseiras". Isso poderá ocorrer e se ocorrer, lembremos também Jordan Peterson, "costas eretas e ombros para trás", estejamos preparados então para um péssimo dia de trabalho e se preparados estivermos não será tão péssimo assim.
Existem muitas dúvidas razoáveis de Freelancers que atuam no mercado de trabalho. Tais dúvidas se traduzem principalmente em reclamações pel...