terça-feira, 17 de maio de 2022

Escola Técnica, uma das melhores fontes de recrutamento de bons profissionais


De todas as fontes disponíveis para se recrutar excelentes profissionais, as escolas de cursos técnicos são disparadamente uma das melhores fontes entre todas e muitas vezes até mesmo superam as faculdades ou universidades. Muitos formados nos cursos técnicos têm condições de sobra para assumir cargos que não se resumem apenas a cargos técnicos como também a cargos de supervisão, chefia e liderança.

Muitas pessoas após a conclusão do ensino médio para serem absorvidas mais rapidamente pelo mercado de trabalho acabam optando sabiamente pelos cursos técnicos ao invés de cursar uma faculdade. Isso se deve a alguns fatores a saber:  a duração de um curso técnico leva em torno de um ano e meio a três anos, dependendo do curso, a mensalidade ser mais suave e principalmente a grade curricular desses cursos estar muito mais alinhada às práticas do dia a dia no ambiente de trabalho do que teorias desnecessárias que se aprendem num curso superior e que em nada vão contribuir na busca de um emprego.

A razão de muitos recém-formados de um curso superior terem dificuldade de obter uma vaga de emprego reside na equação [muita teoria + nenhuma prática]. Atualmente a maioria dos cursos de nível superior, sobretudo na área de Humanas está mega contaminada com ideologias ditas progressistas que repito, em nada vão contribuir na vida profissional do recém-formado, não garantem de maneira alguma a sua empregabilidade a não ser que ele entre para o tão manjado clube dos concurseiros e siga a carreira pública para se tornar mais um parasita estatal.

Existe um atraente leque de cursos técnicos que atende a diversas vocações dos interessados, tais como: Enfermagem, Radiologia, Farmácia, Análises Clínicas, Saúde Bucal, Nutrição e Dietética, Estética, Administração, Contabilidade, Finanças, Publicidade, Serviços Jurídicos, Segurança do Trabalho, Informática, Edificações, Agronegócio, Gastronomia, Turismo, Logística, Meio Ambiente, Comunicação Visual, Multimídia, Mecânica, e muitos outros, tem para todos os gostos. É bom lembrar que atualmente o salário médio inicial para a maioria de técnicos seja de qualquer setor é de no mínimo R$ 3.000,00 reais.

E quanto ao tecnólogo?

Bem, o tecnólogo é um curso superior de curta duração para atender alguns setores específicos do mercado de trabalho. Foi instituído pelo Decreto nº 547/1969 e atualizado pelo Parecer do CFE nº 1.060/73. Trata-se de uma modalidade de formação superior que tem crescido exponencialmente nos últimos anos devido à formação se realizar em menor período de duração tal como um curso técnico, porém é reconhecido como curso superior. O diploma é aceito em concursos públicos, pós-graduações, mestrados, doutorados e outras especializações. Nessa modalidade podemos citar alguns cursos disponíveis, tais como, Gestão Hospitalar, Gestão de Recursos Humanos, Logística, Marketing, etc.

Retornando à questão do curso técnico, recente pesquisa da Manpower Group, empresa líder no setor de recrutamento e seleção, apontou uma deficiência preocupante de técnicos dos mais variados setores no mercado de trabalho. Numa lista de 10 principais ocupações com escassez de mão de obra, o técnico aparece em primeiro lugar. Não que faltem cursos técnicos, o que ocorre e que os técnicos formados são absorvidos rapidamente pelo mercado de trabalho, ou seja, já saem do curso praticamente empregados não sendo fácil para o recrutador encontrá-los disponíveis.

Os recrutadores não devem olhar com certo receio ou preconceito para os cursos técnicos, pois é justamente nessas escolas que eles vão encontrar a pessoa certa para o lugar certo. Sempre quando busco profissionais nesses cursos o índice de admissão é de praticamente 100%, pois são altamente qualificados e o custo desse recrutamento é praticamente zero. O ex-ministro da educação Milton Ribeiro estava com toda razão quando disse numa palestra que o Brasil precisa de mais técnicos e menos bacharéis. E eu acrescentaria, menos concurseiros também, pois assim a equação se conclui:+(técnicos)-(bacharéis)-(concurseiros) =crescimento econômico!


segunda-feira, 9 de maio de 2022

Os equívocos da Lei nº 13.467/17 – Reforma Trabalhista




Já aviso aos navegantes: quem achar que este artigo vai espinafrar com a reforma trabalhista sancionada no governo Michel Temer está muito enganado. É que esse tema, reforma trabalhista, tem permanecido na ordem do dia nos veículos de imprensa e internet, dadas as declarações estapafúrdias de presidenciáveis em cancelar, cancelar o cancelamento, revisar e por fim reformar a reforma trabalhista, coisas que são protagonizadas somente num país no qual uma lei hoje vale pela manhã e até o final do dia poderá não valer mais nada. Mas afinal o que pode estar errado na reforma trabalhista?

No meu entendimento, apenas dois artigos da reforma trabalhista são absolutamente equivocados. O primeiro deles trata do capítulo sobre justa causa do artigo 482 no qual foi acrescentada a alínea “m” cuja redação é a seguinte:

“perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei para o exercício da profissão, em decorrência de conduta dolosa do empregado”.

Ora, há que se perguntar: quem vai cassar a habilitação ou credencial do profissional? A justiça comum? O conselho profissional de classe? E o que será cassado? Apenas o registro profissional ou o diploma também?  E se o dolo for comprovado resultando em pena prisional ele ainda será punido com a perda da credencial? Serão duas punições então? Eu já tratei dessa questão em alguns artigos e dentro em breve escreverei mais alguns, sobretudo sobre os famigerados conselhos profissionais de classe.

O segundo artigo acrescentado é o 507-A que dá a seguinte redação:

"Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá ser pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância expressa, nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996.”

Mas que beleza, hein? Esse artigo acabou colocando de vez uma pá de cal na possiblidade de empregado/empregador resolveram questões ou pendências trabalhistas através da arbitragem e fora da (in) justiça do trabalho. A arbitragem há mais de meio século já vem sendo utilizada em questões trabalhistas em diversos países nos quais a intervenção estatal nas relações de trabalho praticamente não existe. Ao contrário do Brasil aonde o setor trabalhista é a menina dos olho$$$ de políticos oportunistas caça votos.

O artigo 507-A no meu entendimento é um dos mais abomináveis. Primeiro ele diz que a opção da arbitragem deve ser de inciativa do empregado ou mediante concordância expressa. Até aí tudo bem, sempre se dá um jeito. No entanto, a remuneração desse empregado deve ser “superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social”, o que na prática isso significa um valor atual que passa dos R$ 14.000,00 mil reais. Ocorre que quem em sã consciência recebe esse valor jamais prestará serviços com vínculo empregatício porque por menos da metade desse valor as pessoas prestam serviços por outras modalidades como PJ, por exemplo.

Isto posto, a reforma trabalhista é óbvio que não é perfeita, afinal toda intervenção estatal no setor trabalhista só tende a piorar o quão ruim já está. Na verdade ela veio apenas jogar uma água benta no espírito varguista inquieto e endiabrado fazendo misérias e assombrando entre as páginas da CLT (Chicote no Lombo dos Trabalhadores). Melhor não mexer, muito melhor deixar como está, a água benta funcionou, todos fizeram o sinal da cruz e disseram amém.

domingo, 1 de maio de 2022

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Qual seria o melhor artigo da CLT?



Para o leitor que já conhece a minha opinião a respeito dessa geringonça chamada CLT (Chicote no Lombo dos Trabalhadores), a resposta para o título deste artigo parece mais do que óbvia porque a existência desse diploma é o que temos de mais abominável no âmbito das relações trabalhistas e que, portanto, a resposta seria nenhum artigo. Mas por incrível que pareça, existe sim um artigo maravilhoso e facilitador acrescentado naturalmente pela reforma trabalhista, Lei nº 13467/17. Trata-se do artigo 855-B e que embora seja pouco utilizado, afasta empregado e empregador das garras do leviatã.  Vejamos:

O artigo 855-B está inserido no Capítulo III-A, da CLT, “Do Processo de Jurisdição Voluntária Para Homologação de Acordo Extrajudicial” e tem a seguinte redação:

“O processo de homologação de acordo extrajudicial terá início por petição conjunta, sendo obrigatória a representação das partes por advogado”.

Aí está então, o funcionário demitido que julgar que suas verbas rescisórias não estão de acordo ele poderá se utilizar do artigo 855-B e buscar o acordo extrajudicial ao invés de mover uma ação trabalhista e isso é perfeitamente legal uma vez que está previsto na própria CLT.

Vantagens do acordo extrajudicial:

- É muito mais rápido do que uma ação trabalhista e tem reconhecimento jurídico.

- Após apresentação do pedido, o juiz agenda a audiência em 15 dias.

- Segurança jurídica total para o trabalhador, pois no pedido de acordo constará cláusula de penalidades caso a outra parte não cumpra o que foi homologado pelo juiz.

- Trata-se de uma alternativa absolutamente amigável e simpática, ao contrário de uma ação trabalhista que por mais que seja conciliatória sempre vai gerar estresse, desconforto e mágoas para ambas as partes, sobretudo para a parte sucumbente.

- Numa ação trabalhista, caso o reclamante perca a ação ele terá que arcar com os honorários de sucumbência em favor do advogado da empresa que ganhou a causa. Já no acordo extrajudicial isso não ocorre simplesmente porque não existe parte perdedora ou vencedora.

- No acordo extrajudicial não existem perdedores, empregado e empregador ambos saem satisfeitos. A empresa levará em conta a atitude sensata do trabalhador e as portas sempre estarão abertas para ele. Uma carta de referência ou de indicação fica muito mais fácil nesse caso.

Como funciona?

A petição é elaborada pelos advogados de ambas as partes. Provas documentais deverão ser anexadas tais como, termo de rescisão contratual, contrato de trabalho, ficha de registro e o que mais se fizer necessário. Deve haver um equilíbrio no valor proposto, ou seja, nem a empresa deverá oferecer uma quantia irrisória e nem o ex-empregado pedir um valor exorbitante, o acordo é sempre pautado no bom senso das partes. Após a homologação, o processo é arquivado, lembrando que o trabalhador não poderá mais processar a empresa pelas mesmas questões trabalhistas.

É sempre bom lembrar que ao optar por uma ação trabalhista comum, o trabalhador escolheu o estado como mediador o que não é uma boa escolha nunca e um péssimo negócio sempre. Isto porque o trabalhador sempre será a parte mais fraca quando estão envolvidos estado, empregador e empregado. Ainda que ele tenha sucesso na ação trabalhista, na verdade ele perdeu, embora tenha a ilusão que saiu ganhando. O artigo 855-B está aí para corrigir isso, portanto, use e abuse.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Escolher a profissão dos pais pode não ser uma boa opção




Muitos filhos às vezes costumam seguir a mesma profissão de um dos pais, principalmente quando o pai ou a mãe são muito bem sucedidos em suas profissões, razão pela qual são muito admirados pelos filhos. Ocorre que a decisão de seguir a mesma carreira dos pais na maioria dos casos a tendência é não repetir o mesmo patamar de sucesso daqueles, ainda que os filhos se revelem bons profissionais. Vejamos:

Seguir a mesma profissão dos pais ocorre sobretudo no meio artístico, quer seja na música e na teledramaturgia que envolve o teatro, a televisão e o cinema. Costuma também ocorrer nas mais diversas modalidades de esporte. No ambiente corporativo é mais raro de ocorrer, porém ela se faz regularmente presente entre os profissionais liberais e muitas vezes nos negócios familiares.

No meio artístico não é preciso ir muito longe para vermos o desfile de fiascos fenomenais quando vemos filhos de grandes estrelas seguirem o mesmo caminho. Quantas cantoras não seguiram a carreira das mães e ainda que sejam bem aceitas pelo público e façam um bom trabalho, passam anos luz de distância do carisma imbatível de suas mães. Na teledramaturgia é pior ainda, filhas de grandes atrizes premiadíssimas se revelam verdadeiros fiascos em suas performances. Nem é preciso citar nomes, quem as assiste, seja na música, cinema, teatro ou novela sabe quem são e não são poucas ao redor do mundo.

Nos esportes não é diferente. Vamos ficar apenas na Formula1. Quantos filhos, irmãos e sobrinhos de grandes pilotos, quase todos campeões do mundo, não se revelaram com performances vexatórias ao seguirem a mesma profissão de seus pais, irmãos ou tios? Como toda regra tem a sua exceção, na Formula Indy (lá é  só pé de chumbo e piloto doido de pedra) até encontramos filhos de pilotos campeões que foram tão bem sucedidos quanto os seus pais e até fizeram melhor ganhando mais campeonatos. Atualmente na Formula1 também encontramos uma rara exceção que é o piloto holandês, o campeão mais jovem da categoria, Max Verstappen, filho de Jos Verstappen que quando corria até era muito arrojado, mas provocava muitos acidentes destruindo vários carros.

No ambiente corporativo, seguir a carreira dos pais não é algo recorrente, porém nas profissões liberais é bem mais comum, principalmente nos seguintes setores: medicina, odontologia, veterinária e bastante presente na advocacia. E nesses casos alguns até se saem muito bem embora nunca atinjam a envergadura de seus pais cujos carismas os tornam diferenciados em relação aos seus concorrentes na profissão.

Uma questão aqui deve ser colocada: Os pais tão brilhantes em suas profissões também seguiram a profissão de seus pais, avós de seus filhos? E a resposta para essa pergunta é não, não seguiram em praticamente cem por cento dos casos. E isso pode explicar a razão dos motivos que os filhos que seguirem a mesma profissão de seus pais provavelmente nunca se igualarão a eles. As palavras chaves que cabem nessa questão são, carisma, vocação e talento.

O talento pode ser uma característica transmitida geneticamente; a vocação é um atributo que até poderá coincidir com as vocações paternas ou maternas, contudo, o carisma é algo único e intransferível, cada ser humano possui o seu e é justamente esse atributo que fará com que a pessoa profissionalmente faça a diferença em relação aos seus concorrentes. Trata-se de uma luz própria que a pessoa toma conhecimento e procura mantê-la sempre acesa e brilhando.

Portanto, filhos podem sim ter o mesmo talento e a mesma vocação de seus pais, porém o mesmo carisma, nunca, jamais. Mas isso não deve ser motivo de frustração porque o filho deverá descobrir o seu próprio carisma, em algum momento a luz vai se acender e ele vai brilhar profissionalmente tanto quanto o seu pai ou sua mãe, porém em outra profissão na qual ele poderá também  brilhar tanto quanto eles, só vai depender de seu próprio carisma, sendo uma brilhante luz e não uma sombra.


terça-feira, 5 de abril de 2022

O primeiro emprego é sempre punk


Nem todo mundo tem a oportunidade de passar por um estágio antes de entrar definitivamente para o mercado de trabalho. A maioria, aliás, por necessidade financeira e ainda muito jovem já procura por um trabalho, seja para o seu próprio sustento ou ainda para ajudar nas despesas domésticas. A expectativa de como será esse primeiro emprego sempre gera uma tensão, um arrepio na espinha porque a pessoa não levará nada de experiência profissional, apenas a curta experiência de vida que ela dispõe até o momento e que não é nada. O que então a espera?

Normalmente, essas pessoas estão em fase de conclusão do ensino médio, algumas ainda reforçam com idiomas ou algum curso extra pela modalidade EAD na área administrativa ou informática, o que não quer dizer muita coisa, mas que poderá ajudar no processo de seleção. As opções disponíveis que o mercado oferece para iniciantes de ambos os sexos são poucas: Office-Boy (eu comecei assim) ou Motoboy, atendente de balcão, auxiliar de escritório (um faz de tudo, desde serviços burocráticos de escritório, fazer café, passar pano no chão e até abrir o portão para o patrão em dias de chuva) e o famigerado atendente de call center. É obvio que em qualquer uma dessas opções exige-se um treinamento mínimo fornecido pela empresa.

Vai chegar então o primeiro dia. É tudo novidade, fica-se na dúvida se o pessoal da empresa é legal e normalmente nunca é. Todo mundo vai zoar com o novato, isso é fato e a sensação de desconforto já começa aí. O novato se esforça em ser simpático com todos, ele procura sempre estar sorrindo para quem lhe dirige a palavra, porque eu fazia isso e descobri tempos depois que me achavam um idiota rindo o tempo todo. Mas se você bancar o sério vai ser pior ainda, vai passar por tosco ou ogro, portanto, não tem escapatória, o novato sempre será a bola da vez.  

O novato sempre tem a impressão de que ninguém na empresa foi com a cara dele. Tempos depois ele acaba descobrindo que ninguém foi mesmo e que a sua reputação era de um mala sem alça. O medo de fazer algo errado ou de quebrar algum equipamento é latente, mas ele sempre acaba errando muito e deletando sem querer arquivos importantes do Excel. Ao chegar em casa seus pais sempre vão perguntar se foi tudo bem, então ele demora um pouco para responder e diz apenas "é..." e com muitas reticências. Dentro dele a vontade é de nunca mais voltar ali, mas ele sabe que precisa, portanto ele tem o desafio de não desapontar seus pais nem a si próprio.

Os dias vão passando e o novato vai se sentindo um pouco mais à vontade. Mas só um pouco, porque a turma não facilita nada para que ele se sinta à vontade. Nem tudo está perdido, sempre tem um funcionário (apenas um e olhe lá!) que até foi com a cara do novato e conversa mais com ele, procura integrá-lo mais às rotinas do ambiente. Por outro lado tem sempre aquele que nunca lhe dá bom dia e nem lhe olha na cara.

Um mês parece que levará um ano para passar até que chega o tão esperado dia do primeiro salário. As coisas já melhoraram um pouco (mas muito pouco!) e já existe uma tolerância de ambas as partes. Um mês já é uma grande vitória e o novato pode comemorar, afinal existem muitas pessoas que no primeiro emprego não passam nem do primeiro dia e às vezes trabalham meio período até a hora do almoço e nunca mais retornam.

Isto posto, já que a coisa às vezes costuma ser pior do que eu expus, deixo aqui algumas orientações básicas que podem contribuir para que a vida do novato no primeiro emprego não se torne um desastre porque uma coisa é líquida e certa, vai rolar um bullying gostoso.

Pontualidade

Chegar sempre no horário, nunca perder a hora, seja na entrada pela manhã bem como no retorno do almoço. Não faltar de maneira alguma, pelo menos no primeiro mês. Ser rigorosamente pontual e apostar na pontualidade britânica.

Cordialidade

Sempre ser cordial com o pessoal, todos eles, ainda que não haja recíproca, aguentar firme. Não exagerar nas risadas, evitar contar piadas e fazer brincadeiras sejam elas de bom ou mau gosto. Não ser apático, muito menos antipático, ser sempre educado, cortês, numa palavra, ser empático.

Vícios de linguagem/gírias

Pelo amor de Deus, evitar linguagem coloquial, as gírias e expressões utilizadas  nas redes sociais, do tipo “bora crinjar," “partiu”, "tá osso", "koé", "bolado", "yalá", o famigerado “tá ligado?", entre outras. É de bom senso que se aprimore e domine o idioma português, na fala e na escrita.

Vestuário

Nada de exageros, vestir-se discretamente. Para os homens, evitar tênis luminoso, corrente ostentação, camiseta regata, bermuda e chinelão de mano nem pensar. Para as mulheres, evitar roupas justas e curtas e maquiagem exagerada. Para ambos os sexos o calçado adequado é o mocassim que passa elegância, é confortável e muito mais barato (camelôs tem ótimas opções e bons preços) do que tênis luminoso. Evitar excesso de perfume, principalmente se for perfume nacional que ninguém merece. Piercings e tatuagens vai depender da atividade da empresa, tem que pesquisar antes se os funcionários da empresa usam.

Expressão corporal

Costas eretas, ombros para trás (Leia Jordan Peterson), sempre olhe nos olhos do interlocutor, gesticulação moderada, module o volume da voz para que não seja muito alta ou inaudível. Recomendo fortemente a leitura do Livro "O Corpo Fala", de Pierre Weil antes de procurar o primeiro emprego.

Organização

Demonstre que você é organizado, esse detalhe costuma subir bastante o conceito do novato rapidamente. Carregar sempre consigo um caderno de anotações, anotar tudo que achar necessário. Manter constantemente a baia ou mesa (caso tenha uma delas) sempre limpa e organizada.

Aprenda, aprenda e aprenda!

Se o novato aguentar um mês ou então não ser demitido antes, é um bom sinal. É hora de observar como funcionam os departamentos e sempre haverá um que corresponde à vocação do novato. Poderá ser Vendas, Marketing, RH, Contabilidade, Financeiro, Logística, Relações Públicas/ Comunicação, enfim, haverá tempo para descobrir qual desses departamentos a rotina de trabalho mais lhe atraiu. O novato deve ter em mente que as rotinas que ele está vivendo ali não serão passadas em qualquer curso que seja, ele terá a experiência real e única do que está vivendo. Anotar sempre no caderno de anotações o que achar que lhe é útil.

Portanto, a experiência do primeiro emprego é praticamente um rito de iniciação um tanto doloroso. Com exceção daqueles que entram para o mercado de trabalho apenas quando formados e com mais maturidade, os mais jovens e sem qualquer experiência não devem esperar boas vindas, tapete vermelho nem confetes. Tenha em mente que o primeiro emprego para todos é uma experiência única que jamais será esquecida para o bem ou para o mal porque ela será sempre punk ou pior, poderá ser muito thrash!.


terça-feira, 29 de março de 2022

Agradeça aos agrotóxicos por estar vivo: Leitura Recomendada!

Eis aqui um livro que com certeza é um dos mais completos sobre o tema “agrotóxicos” (explicarei as aspas mais adiante) já publicados no Brasil. O autor, o jornalista Nicholas Vital com muita coragem construiu uma obra prima única e autêntica, isenta de qualquer viés ideológico e tal como um brutal trator, passa por cima, esmaga e estraçalha todos os mitos criados e bobagens ditas sobre o assunto, sobretudo por celebridades midiáticas. Sem mais delongas, vamos ao resumo:

- Não é “agrotóxico”, o nome correto é defensivos agrícolas

Pouquíssimas pessoas sabem, mas o termo agrotóxico só existe no Brasil! Sim, essa aberração de termo foi criada pela Lei nº 7.802/1989 e sancionada pelo governo de José Sarney por pressão do lobby dos ambientopatas. A lei define que, herbicidas, acaricidas, inseticidas, fungicidas etc. usados na agricultura e agropecuária deverão ser denominados com o termo agrotóxicos. No restante do planeta os termos usados para esses produtos são: defensivos agrícolas, produtos fitossanitários ou mesmo agroquímicos. Por essas e outras marimbondadas (alguém aí se lembra do Marimbondo de Fogo?) é que o Brasil sempre foi a chacota da vez no exterior.

- Rigor na aprovação do uso de defensivos agrícolas

No Brasil, a legislação para aprovar o uso de defensivos agrícolas é uma das mais rigorosas do mundo. Para que um produto seja aprovado ele necessariamente passa por três órgãos: Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura. O primeiro analisa a toxidade do produto para o uso do ser humano, o segundo analisa o impacto do produto no meio ambiente e o terceiro providencia o registro e a liberação para o seu uso.

- Brasil é recordista no uso de defensivos agrícolas

Sim, é verdade e isso é muito bom por dois motivos: o primeiro é que o Brasil abastece com alimentos saudáveis praticamente 20% da população do planeta;  segundo, o Brasil é o único país do mundo que devido ao clima tropical favorável ao plantio é possível plantar nas quatro estações do ano, pois por aqui não temos nevadas brutais nem camadas de gelo que blindam o solo nas estações de inverno como em outros países. Matematicamente é óbvio que plantando nas quatro estações do ano a utilização de agroquímicos é vultuosa. Além disso, existe a exigência dos importadores de alimentos para que os produtos estejam impecáveis e livres das pragas agrícolas.

- Agroquímicos estão dentro do Limite Máximo de Resíduos (LMR)

Todos os agroquímicos aprovados estão rigorosamente dentro do índice LMR, que representa o limite máximo de resíduos químicos suportados pelo corpo humano. Não há registro de mortes relacionado ao consumo de alimentos tratados com agroquímicos, sendo que o nível de toxidade de tais produtos é infinitamente mais baixa em relação ao século passado. As áreas de plantio ocupam três vezes menos espaço em relação ao ano de 1980. Houve aumento da expectativa de vida. Nós ingerimos o tempo todo substâncias químicas suportáveis para o corpo humano, tais como, zinco, mercúrio, alumínio, chumbo, etc., eles estão presentes até mesmo na água que bebemos.

- Produtos orgânicos, a coqueluche das celebridades midiáticas

A moda e a divulgação dos produtos orgânicos, produzidos de maneira rudimentar e primitiva não teve nada a ver com questões de saúde. Teve início na Franca no início da década de 70 tendo como suas principais divulgadoras a atriz e celebridade (sempre elas) Catherine Deneuve e a primeira dama francesa, Claude Pompidou. A intenção era dar uma áurea de excentricidade e luxo restritas às classes de alto poder aquisitivo. A moda chegou até os Estados Unidos, foi abraçada ingenuamente pela comunidade hiponga (como não?) e hoje está aí sendo divulgada por pessoas de alto poder aquisitivo e midiáticas que nada entendem de agricultura ou agropecuária. Entre elas, encontramos Bela Gil, Paola Carosella e Marcos Palmeira.

- Produção de orgânico é de apenas 1% do total e 270% mais caro do que o convencional

A produção de orgânicos representa apenas 1% do total de alimentos produzidos no Brasil, tendo os seus custos operacionais absurdamente elevados fazendo com eles cheguem ao mercado custando 270% mais caro do que o alimento produzido de maneira convencional. O total de orgânicos produzidos no país abasteceria a cidade de São Paulo por apenas 5 dias. Além disso, não existe diferença nutricional ou de sabor em relação aos produtos convencionais, fato comprovado cientificamente.

- Você sabe o que é guano? É um composto com fezes de morcego!

O guano é um fertilizante usado exclusivamente na produção de orgânicos, feito a base de fezes de aves marinhas, morcegos e focas. É!! Também são usados enxofre, sulfato de cobre, permetrina, carvão em pó, pó de fumo e óleo de neem* que é fatal se consumido em doses altas. Isso as celebridades midiáticas não falam. Não falam porque não sabem disso e se sabem por que não falam?

- Contaminação de orgânicos pelo uso intensivo de esterco animal

A OMS apontou causas de intoxicação alimentar atribuídas às bactérias identificadas nos alimentos orgânicos, entre as quais, salmonela, E. Coli, norovírus e fumonisina. Esta última trata-se de uma toxina que inibe a absorção de ácido fólico podendo causar malformação de fetos, problemas cardiovasculares e edema pulmonar.

- Produtores de orgânicos jogando a toalha

Em razão dos custos elevadíssimos operacionais na produção de orgânicos que exige mais espaço para o plantio, os pequenos produtores já estão jogando a toalha porque estão ficando no prejuízo. Muitos estão retornando à produção convencional. E com isso abriu-se uma lacuna para as grandes corporações investir nesse nicho. O problema é que na produção de orgânicos dessas corporações já foram encontrados pela fiscalização agroquímicos que são usados nos produtos convencionais o que torna os orgânicos não tão orgânicos assim. E agora?

- As celebridades pseudocientíficas

Como a maioria dos brasileiros acredita em tudo que assiste na televisão, sobretudo quando celebridades midiáticas deitam falação sobre o que não sabem, citemos um trecho do livro: “o Brasil pode ser considerado um paraíso para propagadores de mentiras científicas. Some-se a isso o desconhecimento do assunto até mesmo entre estudantes universitários e pessoas com boa formação. O resultado não poderia ser diferente: seja qual for a bobagem sensacionalista publicada nos jornais ou compartilhada na internet, ela certamente não será questionada pela maioria dos brasileiros”.

- Conclusão

Celebridades midiáticas criaram um problema artificial para demonizar os defensivos agrícolas, santos remédios para pragas diversas da lavoura, para  vender uma solução restrita a nichos de excêntricos e que não é nada barata, pois os orgânicos sempre serão consumidos pelos soças riquinhos e inteligentinhos do Leblon e os descolados da Vila Madalena, provando com A+B que a pior praga mesmo que existe atende pelo nome de ideologia. Ou seria toxideologia? E hoje ela tem cor: é verde por fora, vermelha por dentro e recheada de amebas.

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*Óleo de Neem: inseticida natural obtido a partir da prensagem a frio de sementes da espécie Azadiretcha Indica, originária da Índia, e que possui mais de 150 compostos bioativos, um produto eficientíssimo no combate de insetos. Seu uso pode ser fatal para o ser humano.


No trabalho do Freelancer não pode haver relação de subordinação

Existem muitas dúvidas razoáveis de Freelancers que atuam no mercado de trabalho. Tais dúvidas se traduzem principalmente em reclamações pel...