terça-feira, 24 de março de 2015

Conflito de gerações*

Por  Armindo Moreira

Já irrita ouvir esta expressão! É falsa e está sendo usada para convencer os jovens que entre eles e seus pais existe um abismo. O pior é que esta idéia já entrou nas escolas; e há professores tão insensatos que dão esse tema como pesquisa a estudantes de 12 e 13 anos.

É sabido que existem diferenças entre uma geração e a que lhe segue. Sempre foi assim. É normal. De outro modo, não haveria progresso.

Porém diferença não é sinônimo de conflito. Se um pai usa cabelo curto e o filho gosta de cabelo comprido, temos nisso um conflito? Diferenças do vestuário são conflitos? Todos sabemos que não!

Mas temos o problema na moral. Para o pai, a virgindade é um valor; para a filha, não. Para o pai, o aborto é um pecado, para a filha é uma defesa legítima. Para o pai, o divórcio é um fracasso pessoal; para o filho, é uma saída que ameniza o fracasso. Acontece que quem meteu esses diferentes valores na cabeça de um filho foi precisamente o homem da geração do pai. Os jovens usam valores e modas que os mais velhos criaram. Assim, o conflito está entre indivíduos da mesma geração – os jovens são apenas vítimas dos conflitos da geração que os precede. Nós, os mais velhos, para justificar nossos defeitos ou para tentar algum progresso, lançamos idéias novas e novos comportamentos que não podemos experimentar em nós mesmos – e usamos para isso o jovem, como cobaia. Cobaia de nossa criatividade e vítima dos princípios que justificam nossos erros. Para que enganar os jovens, dizendo-lhes que os seus novos comportamentos são furto de sua própria criatividade? Para envaidecê-los e tomá-los instrumentos ainda mais dóceis e desinibidos?

Conflitos – e graves! – existem, sim. Mas é entre as pessoas da mesma idade ou da mesma geração. Entre elas, nascem guerras, ódio, perseguições, violências de toda espécie e grandeza. E, ao contrário do que se prega, muitas vezes são os jovens que alertam os mais velhos e os levam a refletir e a não conduzir tão longe as conseqüências de seus reais conflitos.

Sou filho; sou pai; lidei com milhares de jovens – e nunca senti que entre pais e filhos, entre velhos e jovens, tivesse de haver conflito.

Caros professores, não digam ao meu filho que entre ele e mim tem de haver conflito. Que mal fez ele, para que mereça um sofrimento desses, já aos treze anos?

E aqui está um conflito: não entre mim e meu filho, mas entre mim e alguns mestres da minha geração – que se arrogam o dever de educar meu próprio filho!...

*Texto extraído das páginas 25 e 26 do livro "Professor não é Educador, de Armindo Moreira

Meu comentário: Esse texto do professor Moreira soterra de vez esse besteirol de geração X, Y, Z ( eu acrescentaria geração "a" de acéfala) que gurus iluminados de RH inventaram perversamente, no sentido de fomentar a famigerada luta de classes entre uma geração e outra, coisa que não existe. Essa teoria de geração X,Y, Z, etc já foi refutada e reduzida a pó de traque por ser mais falsa do que uma nota de 3 reais.

sexta-feira, 20 de março de 2015

O Intelectual subdesenvolvido*

Por Armindo Moreira

Não há país que não tenha seu quinhão de intelectuais subdesenvolvidos. Mas acontece que eles, nos países desenvolvidos, são poucos e sua influência nociva é pequena. Já nos países atrasados, a influência dos intelectuais subdesenvolvidos é notável e determinante. Instalam-se nas universidades, na Administração Pública, no Legislativo e até no Judiciário; e aí, seus comportamentos e desempenhos fazem com que o país mantenha os indicadores do subdesenvolvimento.

Eis, a seguir, as características dominantes do intelectual subdesenvolvido:

1-Opina sobre assunto que não domina;
2-Assume cargos para os quais é incompetente;
3-Alinha sempre com o mais forte;
4-É provinciano: exalta e macaqueia o que se faz em país rico;
5-Produz pouco mais que analfabeto, mas quer salário de bacharel;
6-Prega democracia, mas conchava para impor candidato único;
7-Prega igualdade, mas luta por privilégios;
8-Obedece ao chefe e despreza a lei.

Se houver educadores com estas características, como fica o ensino?

*Texto extraído do livro, Professor não é educador, de Armindo Moreira

quinta-feira, 19 de março de 2015

Leitura recomendada: Professor não é Educador -Armindo Moreira

"O educador usurpa uma função que é da família"
 (Armindo Moreira)


Eis aqui um pequeno livro em sua forma, mas gigantesco em seu conteúdo. Escrito pelo professor e mestre em Filosofia, Armindo Moreira, o livro “Professor não é Educador”, incomodou professores, causou desconforto em diretores de escolas e profissionais da área de pedagogia, todos reféns de teorias rasteiras esquerdistas, entre as quais e, sobretudo a pedagogia do oprimido, do vigarista e plagiador Paulo Freire, hoje desmascarado e desacreditado pelos seus próprios pupilos. Pena que ainda hoje incautos ainda depositam credibilidade nesse escroque, pois o que sua “pedagogia” deixou foi um flagelo para a educação no Brasil refletindo diretamente no mercado de trabalho.

O professor Moreira com muita lucidez, define claramente logo no início de seu livro o que é Educação: “Educar é promover, na pessoa, sentimentos e hábitos que lhe permitam adaptar-se e ser feliz no meio em que há de viver”. Essa tarefa não cabe ao professor obviamente, mas somente à família. Cabe ao professor a missão de Instruir. De acordo com o professor, "Instruir é proporcionar conhecimentos e habilidades que permitam à pessoa ganhar o seu pão e seu conforto com facilidade".

Em razão disso, podemos interagir no dia a dia com pessoas cultas e instruídas, e no entanto mal educadas, da mesma maneira que podemos interagir com pessoas sem nenhuma instrução, porém com esmerada educação. Diz o professor: "A instrução, por si mesma, não dá felicidade. Porém, é difícil conceber que um homem bem educado venha a ser infeliz".

Essa confusão proposital entre Educar e Instruir começou no início do século XX, por interesse exclusivo de governos totalitários. Eles criaram os famigerados ministérios da educação para “educar” o povo ao sabor de suas ideologias nefastas. E isso não foi uma exclusividade somente do Brasil. De lá para cá, a Instrução foi trocada pela Educação e o resultado dessa patacoada sabemos muito bem qual é. O politicamente correto que nos diga.

Vale a pena citar um trecho sobre o Insucesso Escolar, pois está diretamente implicado com o apagão de talentos profissionais:

"Há três tipos de insucesso escolar. Primeiro: o aluno abandona a escola. Segundo: o aluno não é promovido. Terceiro: o aluno é promovido sem mérito.
No primeiro caso, o prejuízo é mais individual do que social. No segundo caso, o prejuízo é tanto individual quanto social, porque a par dos prejuízos individuais, ocorre a perda dos custos sociais que a comunidade suportou para que o aluno freqüentasse a escola. No terceiro caso, os prejuízos são sociais. O terceiro tipo de insucesso traz à sociedade prejuízos incomensuráveis – mediante a incompetência de médicos, engenheiros, condutores de automóveis, mecânicos, químicos, etc. Talvez o Código Penal devesse contemplar severamente quem emite diploma para incompetentes".

O professor aborda ainda com muita propriedade a questão da disciplina escolar, responsabilidade absoluta do diretor da escola e não do professor em sala de aula; esculacha com o modismo da educação integral que em sua opinião não leva a nada e nem disse a que veio; critica o excesso de figuras desnecessárias nos livros didáticos; o equivoco em usar quadro na cor verde ao invés do tradicional quadro negro (e está coberto de razão sob o aspecto ótico); demole o cânone tão em voga de que o professor deve descer até o aluno; destrói a falácia do conflito de gerações; faz uma feroz crítica aos historiadores que fazem da disciplina de História ferramenta de doutrinação ideológica.

Enfim, são muitos temas pertinentes ao ensino que o professor Moreira desenvolve com maestria e deliciosa e refinada ironia filosófica, dignas de um grande mestre do ensino.

A elaboração de um currículo escolar que não seja efêmero e que dure pelo menos 20 anos, desenvolver a criatividade através do fornecimento de muitas idéias e também fomentar o hábito de observação atenta, são apenas algumas das soluções que o professor nos apresenta. Mas a principal delas a qual assino em baixo é subtrair o ensino à influência deletéria dos governos.

Portanto, não cabe ao Estado a responsabilidade do ensino de maneira alguma. Compactuo com a tese do professor Moreira: extinção do MEC já, agora, imediatamente! Em seu lugar, deveria atuar uma junta autônoma de ensino (JAE), administrada por professores profissionais eleitos por professores profissionais, atuando independentes da ação política-ideológica. O objetivo seria unicamente "preparar o cidadão para entrar competente no mercado de trabalho e viver com saúde".

E que ninguém mais se engane e nem se deixe enganar: Educação e Instrução não são sinônimos! A família, Educa, o professor, Instrui.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Empregado (Reclamante) que não comparece à audiência não é revel

Dias atrás conversei com um microempresário que estava muito preocupado com um ex-empregado que lhe moveu ação trabalhista. No dia da audiência, o ex-empregado não compareceu. O empregador que não se fez acompanhar de um advogado, deduziu que havia ganho a causa em razão da ausência do reclamante. Tempos depois, recebeu nova notificação trabalhista do mesmo ex-empregado, o que lhe deixou surpreso e indignado. Casos como esse são comuns. Então vamos ver o que ocorre.

Quando o empregado (ou reclamante) não comparece à audiência, a reclamação é arquivada sem julgamento do mérito, o que não significa absolutamente que o reclamado venceu a ação. O empregado poderá ajuizar novamente a ação trabalhista contra o seu ex-empregador e,  ainda que mais uma vez ele não compareça, nada o impede que faça nova reclamatória, porém neste caso terá que aguardar um período de 6 meses para fazê-lo.

Situação oposta é se o empregador não comparecer à audiência. A redação do artigo 844 da CLT, não deixa dúvidas: “O não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação, e o não comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria de fato”.

O arquivamento da reclamatória só pode ser feito na primeira audiência, antes de se juntar à defesa, após feita a defesa não poderá ser arquivada, conforme Súmula nº. 9 do TST: “A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência, não importa arquivamento do processo”.

Pequenos e microempresários sempre me perguntam sobre os seus direitos na condição de empregadores. De minha parte é constrangedor informar-lhes que não existem direitos do empregador, pois os direitos trabalhistas protegem apenas ao trabalhador cabendo ao empregador cumpri-los a risca.

Portanto, o empregador de médio ou pequeno porte que não dispõe de departamento interno de Recursos Humanos, deve estar sempre assistido por um advogado trabalhista ou sempre buscar orientação de um profissional especialista na área, que possa lhe assessorar de maneira preventiva nas questões trabalhistas, no afã de evitar surpresas desagradáveis tal como ocorreu com o empregador que citei no começo desse artigo.

Que fique bem claro: Empregado (reclamante) que não comparece à audiência não caracteriza revelia, não perde a ação e poderá novamente ajuizar uma nova reclamatória.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Auxílio-Creche (Reembolso-Creche): quem tem direito?

Uma questão que ainda é motivo de muitas dúvidas para as mães que após o período de licença-maternidade estão retornando ao trabalho é a questão do auxílio (ou reembolso) creche. Tenho recebido muitas perguntas sobre o direito ao benefício. Quem tem direito e como funciona?

De acordo com o artigo 389 da CLT, parágrafo 1º, os estabelecimentos em que trabalharem pelo menos 30 mulheres com mais de 16 anos de idade, terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação; conforme o parágrafo 2º, tal exigência poderá ser suprida por meio de creches distritais mantidas, diretamente ou mediante convênios, com outras entidades públicas ou privadas, pelas próprias empresas, em regime comunitário, ou a cargo do SESI do SESC ou de entidades sindicais.

Conforme Portaria nº. 3.296/1986 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a empresa poderá, em substituição da exigência do artigo 389, parágrafo 1º, optar pelo sistema do Reembolso-Creche.

O Reembolso-Creche é objeto de negociação coletiva (alguns sindicatos estendem esse benefício também aos pais) e consiste na obrigação do empregador cobrir integralmente as despesas decorrentes com o pagamento de creche que será de livre escolha da empregada, até que o filho complete 6 meses de idade. O reembolso deve ser efetuado até o 3º dia útil após a entrega do comprovante das despesas efetuadas pela empregada à creche.

As convenções e acordos coletivos estabelecerão o valor do auxílio-creche. Nada impede que esse valor possa ser utilizado para o pagamento de uma babá neste caso, denominado auxílio-babá.

Empresas que optam pelo auxílio-creche independem do número de mulheres existentes no estabelecimento e sem prejuízo dos demais preceitos de proteção à maternidade. Quando o empregador optar pela modalidade auxílio-creche, deverá comunicar tal fato à Delegacia Regional do Trabalho (DRT), enviando cópia de ofício explicativo de seu funcionamento e da Convenção ou Acordo Coletivo da categoria.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Mãe desempregada tem direito ao salário-maternidade

Um direito previdenciário pouco divulgado e que nem todas as trabalhadoras estão cientes, é do pagamento do salário-maternidade pela Previdência Social também para as mães que ficaram desempregadas durante a fase de gestação.

Conforme Decreto nº. 3.048/99 e Decreto nº. 6.122/07, A Previdência Social concede o benefício do salário-maternidade à segurada desempregada durante o período de graça nos casos de demissão antes da gravidez, ou, durante a gestação, nas hipóteses de dispensa sem justa causa ou a pedido de demissão, situação em que o benefício será pago diretamente pela Previdência Social.

Período de graça é o período da manutenção da qualidade de segurado que estando desempregado não está contribuindo com o recolhimento mensal. Compreende 12 meses a partir da demissão ou da última contribuição e 24 meses para aquela que tenha contribuído por pelo menos 10 anos, podendo se estender por 36 meses, desde que se prove o desemprego.

Também pode ser requerido após o nascimento do bebê, no período de até 12 meses. Vale também para os casos de adoção.

Para o contribuinte individual, facultativo e especial (trabalhador rural) são necessárias 10 contribuições.

Para contribuintes avulsas e empregadas domésticas não há carência.

E para aquelas que não sabiam do benefício e estavam desempregadas até 4 anos atrás, ainda podem requerê-lo, pois o prazo de prescrição para o pagamento do salário-maternidade é 5 anos.

O valor do salário-maternidade nestes casos é calculado baseados na média aritmética dos últimos doze salários contribuição (dentro dos limites previdenciários) apurados num período máximo de 15 meses.

Para solicitar o salário-maternidade, deverá ser agendado um horário pelo telefone 135 ou pelo site www.previdencia.gov.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

"Eu sou arquiteta" ou você sabe com quem está falando?

Recentemente, um vídeo se espalhou pelas redes sociais no qual uma motorista por estar em excesso de velocidade e fugindo da blitz, quando abordada por um policial atacou de carteirada: “Eu sou arquiteta!!”. Como se a condição de arquiteta (ou qualquer outra profissão) fosse salvo conduto para desobedecer às ordens do policial de trânsito que estava fazendo exemplarmente o seu serviço.

Essa frase ridícula, típica de emergente rastaquera e provinciana proferida pela motorista é uma variante da famigerada frase, “Você sabe com quem está falando?”, também conhecida no guia das falácias como argumentum ad verecundiam ou argumento de autoridade. Ou seja, foge-se do assunto principal em questão apelando-se para a posição social, cargo, profissão ou prestígio que a pessoa detém, trocando a autoridade do argumento pelo argumento de autoridade. O próprio policial ao ouvir essa asneira disse a ela: “mas o que a profissão da senhora tem a ver com isso?” Pois eu digo, não tem absolutamente nada a ver.

A carteirada é nossa velha conhecida em terras tupiniquins. Esse fenômeno “você sabe com quem está falando?” arraigado na cultura do brasileiro que adora levar vantagem em tudo, já foi e continua sendo objeto de pesquisa de sociólogos, antropólogos, psicólogos e já nos deu excelentes teses e livros a respeito. O antropólogo Roberto da Matta em seu sensacional livro, “Carnavais, Malandros e Heróis”, abordou o tema com brilhantismo no ensaio, “Você Sabe com quem Está falando?”.

Em artigo de 2011 na Revista Trip, Roberto da Matta voltou a refletir sobre o tema. Vejamos dois trechos:

“Não há nada mais claro da nossa aversão aos limites do que essa recusa de obedecer à lei, o cargo público para o qual fomos eleitos ou o sinal de trânsito. Uma pessoa, como digo no citado ensaio, que não foi criada para pensar em limites, porque todos somos (ou fomos) filhinhos de mamãe e criados em ambientes onde sabíamos perfeitamente bem quem era superior, quem era subordinado, quem mandava e quem obedecia, não pode funcionar igualitariamente na rua, onde ninguém é de ninguém ou sabe quem são os outros”.

"A dificuldade em usar com tranqüilidade o “Você sabe com quem está falando”?” decorre da massificação da sociedade brasileira, que, com o aumento de renda e dos mecanismos destinados a melhorar o consumo das camadas mais pobres, tornam todo mundo muito mais parecido e de certo modo obriga tanto o milionário filho de família tradicional quanto o pedreiro, o padeiro, o garçom, o estudante, o operário e o empregado doméstico a entrar numa fila. E, nela, a pensar que somos todos realmente iguais em certas situações públicas porque o limite do outro garante o meu limite".

O caso da motorista arquiteta ficou conhecido porque um dos policiais filmou a abordagem. Carteiradas desse tipo ocorrem aos borbotões todos os dias, seja no trânsito, nas filas dos bancos, aeroportos, etc. O brasileiro tem um fetiche obsceno por títulos, diplomas floreados e cargos pomposos. Muitos usam isso a seu favor para mascarar a sua ignorância, falta de cultura e profunda inabilidade para lidar com as leis ou obedecer ordens. É a arrogância que esconde a fraqueza da imbecilidade e a vacância de idéias.

Nos próprios estatutos e códigos de ética das profissões liberais (e a Arquitetura é uma profissão liberal) consta cláusula em que o associado não poderá usar de sua condição profissional para obter qualquer tipo de vantagem pessoal. Se funcionário público, ainda pior, porque de acordo com ao artigo 316 do código penal, carteirada é crime de concussão e improbidade administrativa, sujeito à multa, perda do cargo e reclusão de 2 a 8 anos.

Ao tentar dar uma carteirada no policial, a motorista passou recibo de beócia e ignorante, pois como arquiteta deveria estar ciente que o artigo 5º da Constituição Federal diz que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...” e como profissional arquiteta ela não é mais igual do que ninguém.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mãe adotiva tem direito à licença-maternidade de 120 dias

A Lei nº. 12.010, de 03/08/2009 trouxe alterações sobre o período de licença-maternidade da mãe adotante. A lei em tela revogou os parágrafos 1º, 2º e 3º do artigo 392-A da CLT que concedia períodos diferentes de licença de acordo com a idade da criança adotada. Após a revogação dos parágrafos citados, a licença-maternidade para as mães adotivas passou a ser de 120 dias, independente da idade da criança adotada.

De acordo com o parágrafo 4º da CLT, “a licença-maternidade só será concedida mediante apresentação do termo judicial de guarda à adotante ou guardiã”.

O salário-maternidade não será devido se o termo da guarda não contiver a observação de que é para fins de adoção ou só contiver o nome do cônjuge ou companheiro.

Quando houver adoção ou guarda judicial para adoção de mais de uma criança, é devido um único salário-maternidade relativo à criança de menor idade.

De acordo com a Lei nº. 10.710 de 05/08/2003, o salário-maternidade da empregada (exceto doméstica), passou a ser pago pelo empregador, não sendo mais necessário requerimento junto ao INSS. O salário-maternidade pago pelo empregador é reembolsado mediante o lançamento do valor total no Campo 6 da GPS da folha de pagamento.

O pagamento poderá ser feito via depósito bancário. Recomenda-se a emissão do holerite ou contracheque com a devida assinatura da empregada.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Leitura Recomendada: Aprendendo Inteligência - Pierluigi Piazzi

Livro: Aprendendo Inteligência
Autor: Pierluigi Piazzi (Prof. Pier)
Editora: Aleph
Páginas: 140

"Ignorante é o que não sabe...burro é o que não quer saber"


Mais um catastrófico exame do Enem nos deixou indicadores sinistros e preocupantes no que diz respeito ao mercado de trabalho. Foram seis milhões de estudantes que se submeteram ao exame, sendo que apenas 250(!) alunos conseguiram pontuação máxima. Apenas 8,4% obtiveram 70% dos mil pontos e 8,5% (mais de meio milhão) obtiveram um redondo zero não conseguindo se expressar por escrito na língua pátria;  55,7% fizeram no máximo metade dos pontos necessários para provar que escrevem bem na língua portuguesa. Uma lástima.

Diante desse quadro nefasto, um livro que cai como uma luva e que há muito tempo estou para recomendar é o livro “Aprendendo Inteligência”, do professor Pierluigi Piazzi (Prof. Pier), com vastíssima experiência lecionando em cursinho pré-vestibular e  um expert em fazer do pior aluno um autêntico nerd capaz de dominar com maestria o maior número de assuntos possíveis,  impossíveis e inimagináveis.

O professor Pier, parte da premissa que “na aula você não aprende, na aula você entende”, pois o bom professor não dá aula para o aluno aprender mas sim para fazer o aluno entender e fazê-lo gostar do que está sendo exposto. Ninguém aprenderá coisa alguma sem esforço e autodidatismo, ou seja, sendo professor de si mesmo (grifo meu).

O capítulo sobre as facetas básicas da inteligência humana (ou módulos cognitivos) é soberbo. Poucas pessoas se dão conta dessas facetas, são elas: Lingüística, Lógico-Matemática, Musical, Espacial, Psicocinética, Interpessoal e Intrapessoal. A partir da percepção dessas facetas e as respectivas correspondências com as partes do cérebro, fica muito mais fácil e interessante o aprendizado de vários assuntos.

O professor derruba os mitos que são impostos desde criança tais como: quando alguém diz, “faça engenharia, pois você jamais será capaz de escrever um texto que preste” ou” esqueça entrar para a vida artística, você é muito desafinada”, e outros mitos dessa natureza. Para o professor Pier, qualquer pessoa neurologicamente saudável é capaz de desenvolver qualquer tipo de habilidade e competência.

Estudar para ir bem e tirar boas notas na prova é um dos principais erros cometido pelos estudantes, segundo o professor Píer, e com toda razão. É preciso estudar para aprender. E neste livro de leitura deliciosa, aprende-se por que estudar, quando estudar, quanto estudar e como estudar. Um excelente guia para estudantes desde o ensino fundamental até o universitário.

Nas últimas quatro décadas, o Brasil enfrenta uma carência sem precedentes de livros sobre educação e inteligência. São quatro décadas de mais do mesmo, ou seja, doses maciças de marxismo cultural e a nefasta pedagogia do oprimido que vai do nada a lugar algum, formando um exército de alunos e professores mentecaptos e imbecis. Portanto, os livros do professor Pier são uma lufada de ar fresco neste deserto árido da burrice e imbecilidades.

O professor Pier tem mais dois livros dessa série, Estimulando Inteligência, dedicado aos pais de alunos e Ensinando Inteligência, dedicado aos professores. É sobre este último que tratarei aqui dentro em breve.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Setor de RH no Brasil vai mal, muito mal.


Lamentavelmente, o banner acima foi elaborado por colega de profissão com formação acadêmica. Recebeu vários alertas de outros colegas sobre o erro grosseiro. No entanto, preferiu acusar de errado a quem lhe alertasse do erro, e para tal, usou e abusou da linguagem chula e de modo tão grosseiro como o seu português.

Eis aqui o resultado de quem se forma pelas vias tortas da pedagogia do oprimido inventada pelo vigarista Paulo Freire.

O banner errado continua online. De tal profissional que atua no setor de RH, esperava-se um mínimo de bom senso, melhor dizendo,  um mínimo de assertividade.