quinta-feira, 10 de março de 2011

O Funcionário que faz a Diferença

Vamos relembrar o final da copa do mundo de 2010. A Espanha entra para o clube dos campeões mundiais, com méritos tanto do treinador como de seus comandados. Um belo e vitorioso trabalho de equipe embasado em planejamento, tática, estratégia e liderança. Porém, durante a transmissão dos jogos, o que chamou a atenção na exibição das equipes foi justamente aquele jogador que fez a diferença obtendo um resultado positivo para o seu time. Quem não se lembra daquele polêmico lance do atacante Soares, do Uruguai que ousou ao usar as mãos, impedindo que aquela bola entrasse no gol? Seria a classificação de Gana. Essa atitude acabou colocando o Uruguai entre os quatro finalistas mudando o rumo da história. Soares foi consagrado, sem dúvida alguma um grande destaque.

Ser ousado, correr riscos, ter um insight diferente. Esse tipo de funcionário é que as empresas procuram. Os Soares são os que fazem a diferença dentro das corporações. São pessoas brilhantes que não têm medo de arriscar, confiam em seus parceiros e equipe como o próprio Soares confiou na capacidade do goleiro Muslera em defender aquele pênalti naquele instante sem volta em que tocou a bola com as mãos. No mundo esportivo encontramos vários exemplos dessas pessoas criativas que decidem uma partida e mudam a história de suas vidas.

Nas empresas, temos o grupo de funcionários burocráticos, fazem tudo certinho, sabem obedecer e cumprem as suas metas. E param por aí. Representam a maioria. Depois temos aqueles um pouco mais esforçados do que os primeiros, que vestem a camisa da empresa com prazer, dão a vida pelo trabalho e recebem por isso uma boa dose de simpatia e proteção de seus superiores. Por fim, temos aqueles dois ou três no máximo que são pessoas brilhantes, excepcionalmente inteligentes tomam iniciativas e decisões arrebatadoras e surpreendentes. Esses acabam fazendo a diferença e como conseqüência recebem os devidos méritos muito mais do que os outros. Nada mais justo.

É evidente que esses profissionais notáveis ficam sujeitos a cometerem muitos erros em razão da proporção dos riscos que assumem. Mas como disse o sábio Jack Welch em seu livro “Paixão por Vencer”, os líderes sempre devem apoiar essas pessoas que assumem riscos mesmo quando cometem erros, pois estes são como pontos de apoio para novas idéias. Afinal, Thomas Edison conheceu 1800 maneiras diferentes de como não se construir uma lâmpada.

Portanto, arriscar é preciso. Ir além, tomar decisões e iniciativas ousadas e arrojadas, fazer mais do que do se pode fazer mesmo sem ser solicitado. Esse é o fator diferencial. Quem arrisca pode errar, mas quem não arrisca já errou. O jogador uruguaio Soares arriscou e acertou levando a sua equipe às finais. Ele fez a diferença e será sempre lembrado e admirado por isso. E você? Você faz a diferença no seu trabalho?

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