quinta-feira, 8 de maio de 2014

O setor de RH no Brasil se transformou numa questão política, verde por fora, vermelha por dentro

Infelizmente aqui no Brasil tudo acaba se transformando numa questão política. Música, cinema, literatura, artes plásticas, educação e ensino e como não poderia deixar de ser, as relações de trabalho. A politização do trabalho tem início no começo do século XX com o indefectível movimento anarquista e em seguida com a mão pesada dos sindicatos esquerdistas que até hoje deitam e rolam deixando trabalhadores reféns de seu totalitarismo. Tudo em nome de uma causa vermelha, inútil e sanguinária que contabiliza no mundo todo, duzentos milhões de mortos, flagelo, miséria, desemprego e pobreza.

O setor de Recursos Humanos, já há alguns anos vem se moldando à agenda esquerdista mundial em ritmo alucinante através de seus profissionais irresponsáveis, ignorantes e boçais, sendo que em muitos casos com a anuência ridícula de alguns empresários pascácios e mal informados que aderem à onda moderninha do momento. 

Um quadro triste e devastador pôde ser conferido no 39º Congresso Nacional Sobre Gestão de Pessoas (CONARH), realizado no mês de agosto de 2013. O que lá ocorreu, mais parecia um encontro da Internacional Socialista (IS) com todos partidos comunistas do Brasil reunidos, no afã de discutir e traçar diretrizes à luz (ou escuridão?) de uma tacanha e retrógrada agenda politicamente correta para o setor de Recursos Humanos no Brasil. Só faltou colocar nas paredes os retratos dos patronos do encontro que bem poderiam ser Karl Marx, Lenin, Antonio Gramsci, Paulo Freire e Che Guevara.

O que se viu foi um show bizarro de palestrantes rastaqueras provincianos deslumbrados com tecnologia e brinquedinhos eletrônicos. O tabaréu brilhou mais que o bacharel. O foco dos discursos iníquos foi uma lenga lenga repetida ad infinitum sobre liderança engajada (engajada em que mesmo?), saúde e bem estar dos funcionários, diversidade, multiculturalismo, cotas, inclusão, cidadania, feminismo, casamento gay (já vimos isso antes em algum lugar, não?) desenvolvimento sustentável, responsabilidade social e políticas ambientalistas. Só faltou a presença do Partido Verde e a Marina Silva para abençoar o evento.

A palavra de ordem que não poderia faltar: mudança! Sempre ela, mudança cuja tradução foi: jogar na lata de lixo tudo o que foi aprendido em administração de RH em nome de uma agenda politicamente correta. Não faltaram palestras esotéricas de auto-ajuda e motivação e claro, o fecho com chave de ouro: "Um novo RH que deverá contribuir para um mundo melhor!!!" Quando escuto um sujeito dizer isso já me dá arrepios. Com isso, nem é preciso dizer quem patrocinou essa assembléia de melancias que foi o 39º CONARH.

Naturalmente que alguns poucos palestrantes saíram da nuance verde-vermelha ao abordar a necessidade da flexibilização das leis trabalhistas, o excesso de tributos pagos pelo empregador que acaba gerando desemprego, o trabalho home-office, o ensino universitário claudicante, vocação profissional e outros temas pertinentes. Pregação no deserto.

O 39º Congresso de Gestão de Pessoas foi o alinhamento total com agenda esquerdista determinada pelos documentos da Unesco. Quem não sabe do que estou falando, favor ler o livro Maquiavel Pedagogo, de Pascal Bernardin. O que é mais assombroso é a cega adesão de empresários a essa missa macabra embalada em discursos recheados de palavras bonitas e de efeito retórico: Mudança, Inclusão, Moderno, Sustentabilidade, etc.

Nas grandes corporações, sobretudo nas multinacionais, a implantação dessas políticas suicidas não vai abalar em nada suas posições no mercado. No entanto, para os médios, pequenos e micro-empresários que aderirem a essa agenda politicamente correta, o preço a ser pago é uma espessa corda que irá enforcá-los, sem dó nem piedade. A corda de que Lenin falava.

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