sábado, 8 de setembro de 2012

O Fiasco da política de cotas


A política das cotas (também chamada “ações afirmativas”) está na ordem do dia, não se fala em outra coisa. Seja em escolas, universidades, nos concursos públicos e nos empregos da iniciativa privada. O governo cada vez mais quer empurrar goela abaixo o que já se demonstrou um verdadeiro fiasco aonde foi aplicado. É isso que mostra brilhantemente o economista e pesquisador Thomas Sowell em seu esplêndido livro, “Ação Afirmativa ao Redor do Mundo-Estudo Empírico” (Editora UniverCidade).

O autor traçou minucioso mapa dos cinco principais países, Índia, Malásia, Sri Lanka, Nigéria e Estados Unidos, nos quais políticas de ações afirmativas foram aplicadas maciçamente durante anos. Ao contrário do esperado, causaram guerras civis, sofrimento aos seus povos, com efeitos nefastos e irreversíveis a médio e a curto prazo, além de não ter obtido sucesso na redução do índice de pobreza.

As conclusões apontadas são as mais sombrias possíveis. Ações afirmativas são políticas de altíssimos custos que recaem sobre a população geral, sendo que, o que uma pequena minoria ganha é bem ínfimo em relação ao que a maioria perde. Além disso, não há resultados empíricos positivos demonstráveis que possam comprovar a eficácia das políticas de cotas, nem tampouco interesse em verificar as conseqüências desastrosas, seja lá em quaisquer dos segmentos das ditas “minorias” segregadas.

Para aplicação dessas ações afirmativas, argumentos falaciosos são usados, tais como, a reparação por injustiças do passado cometidas contra alguns desses grupos. Vejamos o que diz Sowell a respeito disso:

“Tem havido também uma dimensão moral nessas ilusões, a saber, a hipótese de que hoje podemos ressarcir os indivíduos pelo que foi feito a grupos no passado, que podemos consertar, atualmente, males causados a pessoas mortas há muito tempo. Por terrível que possa ser o reconhecimento disto, todo mal perpetrado em gerações passadas e há séculos permanecerá sendo um mal indelével e irrevogável, o que quer que possamos agora fazer. Atos de expiação simbólica entre os vivos apenas criam novos males.”

A política de cotas ao fazer o nivelamento por baixo, joga o mérito individual na lata do lixo. É sempre bom lembrar que as pessoas são naturalmente diferentes nas suas vocações e talentos próprios, que são intransferíveis. Os negros americanos venceram por mérito próprio, sobretudo na música (Jazz, principalmente) e nos esportes (basquete) muito antes da instituição das políticas afirmativas do governo. E quanto a isso, nem uma palavra foi dita, porque esforço e mérito próprios não se transformam em votos. Justamente pela sua ineficácia, nos Estados Unidos, a política de cotas foi totalmente banida nas universidades.

Está comprovado que o aumento quantitativo não eleva o desempenho qualitativo. Por isso, a política de ações afirmativas interessa principalmente aos políticos em busca de votos, ativistas políticos recalcados e pseudo-intelectuais vigaristas de esquerda (só podia ser) que adoram culpar a sociedade pelas mazelas naturais. Ações afirmativas é mais um produto do marxismo cultural e do politicamente correto. Deixo a palavra final com Thomas Sowell:

“Se estudar História é umas formas de não repeti-la, há muito da história da política de ação afirmativa ao redor do mundo que jamais deve ser repetido. Em muitos países, países demais, essa política resultou em benefícios relativamente pequenos para uns poucos e problemas enormes para a sociedade toda.”

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